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Sean Quinn já foi o homem mais rico da Irlanda. Agora está na falência

Quinn perdeu mais de mil milhões de euros com investimentos feitos no antigo Anglo Irish Bank. Foi forçado a pedir falência e terá que ficar fora do "mercado" por mais de 12 anos.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 16 de Janeiro de 2012 às 16:35
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Em 2008, Sean Quinn foi considerado um dos homens mais ricos da Irlanda, com uma fortuna avaliada em 6 mil milhões de dólares (4,73 mil milhões de euros). Quatro anos passados, o tribunal declarou a falência de Quinn, devido a uma acção interposta pelo Irish Bank Resolution Corporation, antigo Anglo Irish Bank – o banco foi nacionalizado em 2009 e o Governo irlandês injectou na instituição 30 mil milhões de euros.

O império de Quinn entrou em colapso, precisamente, após a nacionalização do banco. A instituição reclama agora a Sean Quinn uma dívida de 2,9 mil milhões de euros.

No final do ano passado, Quinn transferiu parte dos seus negócios para a Irlanda do Norte - onde a lei é mais branda e lhe permitia voltar a investir no espaço de 12 meses - e avançou aí com um pedido de falência.

O pedido foi aceite em Novembro por um tribunal da Irlanda do Norte mas o banco recorreu da decisão, afirmado que o "centro de decisão" de Quinn estava localizado na República da Irlanda. Esta decisão acabou por ser anulada na semana passada pelo Supremo Tribunal de Belfast.

Hoje, o Supremo Tribunal de Dublin decretou a falência daquele que já foi o homem mais rico da Irlanda. À saída do tribunal, Quinn afirmou que nunca tentou enganar ninguém e garantiu que sempre trabalhou na Irlanda do Norte e que nunca usou a sua casa como escritório, segundo o "Irish Independent".

Segundo a lei irlandesa, Quinn está agora impedido de realizar qualquer tipo de investimento durante 12 anos. No entanto, esta pena poderá ser reduzida para 5 anos, se Quinn pagar aos seus principais credores.

"Desde que Quinn pediu falência ao tribunal de Belfast, em Novembro, foi alvo de dois processos por parte do Tribunal do Comércio de Dublin", escreve o jornal irlandês. Ambos estavam relacionados com empréstimos feitos junto do Anglo Irish Bank, um no valor de 1,74 mil milhões de euros e outro no montante de 416 milhões de euros.
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