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Só 15% das empresas estão a cumprir prazos de pagamento

Em média, as empresas portuguesas atrasaram-se 27 dias a pagar em agosto, segundo um estudo da Informa D&B , que destaca a degradação em alguns setores mais afetados pela pandemia, como o alojamento, restauração e transportes.

A restauração foi um dos setores em que a pandemia mais degradou os prazos de pagamento. Luís Vieira
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 23 de Setembro de 2020 às 13:10
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Em agosto de 2020, apenas 15,4% das empresas em Portugal pagaram dentro dos prazos acordados com os fornecedores, segundo um estudo realizado pela Informa D&B sobre os riscos de pagamento na área empresarial.

 

Em média, as empresas nacionais atrasam-se 27 dias a pagar, isto é, mais um dia do que acontecia em fevereiro, antes do início da pandemia. Na maioria dos casos (66%), o atraso é inferior a 30 dias, havendo 7,3% com registos superiores a 90 dias.

 

"No momento crítico que atravessamos, o cumprimento dos prazos de pagamento será uma das formas mais relevantes de trazer alguma saúde ao ciclo comercial das empresas, que teria certamente efeitos positivos na sua sustentabilidade e no ambiente económico em geral", frisa Teresa Cardoso de Menezes, diretora-geral da Informa D&B.

 

No momento crítico que atravessamos, o cumprimento dos prazos de pagamento será uma das formas mais relevantes de trazer alguma saúde ao ciclo comercial das empresas. Teresa Cardoso de Menezes, diretora-geral da Informa D&B



Segundo os dados divulgados esta quarta-feira, 23 de setembro, ao longo da última década, Portugal tem vindo a divergir da média europeia (44,3%) no que toca ao cumprimento destes prazos. No final do ano passado, a percentagem de empresas portuguesas com pagamento nas datas acordadas ficou-se pelos 16%. São as mais incumpridoras do estudo "Payment Study 2020", que analisou dados de 38 países.

 

Alerta covid no alojamento, restauração e transportes

 

Embora, para já, a proporção das empresas cumpridoras dos prazos de pagamento (ainda) não tenha baixado muito devido à pandemia de covid-19 – compara com 16% no mês de fevereiro –, a consultora salienta a degradação registada em "alguns setores que sofreram um impacto alto em relação à covid-19".

 

É o caso do alojamento e restauração, em que só 7,9% cumpriam os prazos no final do segundo trimestre, o que corresponde a um agravamento de 4,4 pontos percentuais face a fevereiro. Com uma percentagem semelhante (7,4%), no ramo dos transportes o destaque vai igualmente para a subida de 1,4 pontos nos atrasos superiores a 90 dias, no mesmo período de referência, o que contribuiu para o aumento do atraso médio para 36,8 dias.

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