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Tesla já tem substituta para o lugar de Elon Musk

A australiana Robyn Denholm vai substituir Elon Musk como presidente do conselho de administração da Tesla.

Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 08 de Novembro de 2018 às 08:35
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A decisão imposta pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês) já foi cumprida: Elon Musk será substituído por Robyn Denholm, ex-directora financeira da Telstra, uma das principais operadoras de telecomunicações na Austrália. A decisão foi anunciada esta quinta-feira, 8 de Novembro, pela Tesla.

"O conselho de administração da Tesla tem o prazer de anunciar que Robyn Denholm foi nomeada presidente do conselho de administração com efeito imediato", lê-se num comunicado divulgado pela fabricante de carros elétricos.
Denholm estará a "full-time" no cargo, mas só começará depois de terminado o período de seis meses de interregno a que obriga o contrato com a Telstra. Durante esse período também deixará de fazer parte, temporariamente, do comité de auditoria da Tesla. 

A empresa explica que "para garantir uma transição suave" o actual líder da empresa, Elon Musk, irá estar em contacto com a nova liderança. Mas Denholm conhece os cantos à casa: além de estar no comité de auditoria, faz parte do conselho de administração enquanto administradora independente desde 2014. 

Robyn Denholm já tinha passado pela indústria automóvel enquanto esteve no departamento financeiro da Toyota. "Eu acredito nesta empresa, acredito nesta missão e espero ajudar o Elon e a equipa da Tesla a atingir lucros sustentáveis e a alcançar valor de longo-prazo para os accionistas", afirma a nova presidente do conselho de administração no comunicado. 

Também citado no comunicado, Elon Musk garante que trabalhará de perto com a sua sucessora para "acelerar o advento da energia sustentável". "[A Robyn Denholm] deu contribuições significativas como membro do conselho de administração da Tesla durante os últimos quatro anos ajudando-nos a tornar a empresa lucrativa", refere.

Esta substituição vem no seguimento de uma exigência feita pela SEC no acordo com Musk. O regulador afastou-o durante três anos da liderança da Tesla depois de este ter dito no Twitter que tinha conseguido financiamento e apoio de investidores para retirar a empresa de bolsa, o que foi alvo de uma investigação. Além disso, usou a mesma rede social para provocar a SEC
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