Empresas Violas “desiludido” com falta de apoio de outros accionistas do BPI

Violas “desiludido” com falta de apoio de outros accionistas do BPI

Tiago Violas, administrador da HVF, lamenta não ter conseguido juntar esforços para manter o BPI independente do CaixaBank.
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Tiago Freire Rosário Lira 17 de setembro de 2016 às 21:00

Desilusão. É desta forma que Tiago Violas Ferreira, administrador da HVF, classifica a falta de uma frente mais alargada para manter o BPI independente, perante a tentativa do CaixaBank em ficar com a maioria da instituição liderada por Fernando Ulrich.


"Eu acredito, eu acreditava sinceramente que podíamos obter alguma coisa com isto. Quando digo obter alguma coisa quero dizer que podíamos concertar interesses com outros accionistas  e mantermos o banco independente. E eu acreditava sinceramente nisto. Neste momento estou um pouco desiludido porque não consegui ler os interesses dos outros ‘players’", afirma o gestor em entrevista ao Negócios e à Antena 1.

A HVF, que representa a herança da família Violas do banco que ajudou a fundar, tem sido a principal opositora à oferta do CaixaBank, que considera baixa e que desvirtua o modelo de independência da instituição. A HVF colocou duas providências cautelares, impedindo que fosse votada a proposta da administração para desblindar os estatutos do banco, o que conduziu a dois adiamentos das assembleias-gerais. A AG é retomada esta quinta-feira, no Porto.

Violas Ferreira revela até que tentou seduzir vários investidores internacionais para tomarem posições no BPI, se isso servisse para manter uma estrutura accionista mais diversificada, que mantivesse o centro de decisão em Portugal. Mas "não foi possível, não consegui". Parte de uma entrevista ao programa Conversa Capital, que pode ser ouvido este domingo às 12:00, na Antena 1, e lido na edição de segunda-feira do Jornal de Negócios. 




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