Projeto de hidrogénio verde da EDP e Galp em Sines com "luz verde" da Agência do Ambiente

Os terrenos da antiga central a carvão da EDP em Sines deverão ver uma nova vida depois da APA ter dado autorização para a produção de hidrogénio verde. Declaração de impacte ambiental apresentou, contudo, medidas condicionantes.
Projeto vai ocupar os terrenos da antiga central a carvão de Sines.
Sérgio Lemos / Medialivre
Negócios 08:58

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) apresentou uma declaração de impacte ambiental favorável ao projeto de hidrogénio verde que junta a EDP e a Galp. O  noticia esta segunda-feira que o consórcio Hytlantic recebeu a autorização a 30 de maio, ainda que condicionada ao cumprimento de medidas por parte dos promotores.

A "luz verde" chegou três anos e meio depois da Hytlantic ter iniciado a fase inicial do licenciamento ambiental. Este projeto vai ocupar os terrenos da antiga central a carvão de Sines e o plano mantém um desenho semelhante ao pensamento inicial: o eletrolisador de 100 megawatts vais produzir hidrogénio para duas vertentes, sendo que 30% se destina para a refinaria da Galp, na mesma localidade, e 70% será injetado na rede de gás natural da REN.

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A declaração define mais de uma centena de medidas para minimizar o impacto do projeto, que devem ser realizadas antes, durante e depois da obra, bem como medidas de compensação, nomeadamente o restauro de habitats na área do Parque Natural do Sudoeste Alentejano com um mínimo de 58,6 hectares.

A publicação recorda que o projeto GreenH2Atlantic ganhou o estatuto PIN (Potencial Interesse Nacional) em setembro de 2022 e que de 92 milhões de euros por parte da União Europeia através do Horizon 2020 e do . Será agora a altura em que os acionistas do projeto, entre os quais se encontram também a Bondalti, Martifer e Vestas, vão analisar a viabilidade económica, com a estimativa a apontar para um custo superior a 200 milhões de euros.

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