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Bruxelas admite uso de gasóleo para fazer eletricidade

Medida teria de ser temporária e reversível, mas plano de poupança de gás da Comissão Europeia admite que a mudança de combustível nas centrais a gás - para o mais poluente gasóleo - pode ser uma opção para os Estados-membros.

Lusa/EPA
Negócios jng@negocios.pt 22 de Julho de 2022 às 09:12
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Uma das alternativas propostas pela Comissão Europeia aos 27 Estados-membros no plano "Poupar gás para um Inverno seguro" é recorrer ao gasóleo para produzir eletricidade. Medida nunca será a primeira escolha e terá de ser temporária e reversível. 

A notícia é avançada pela edição do Público desta sexta-feira, 22 de julho. 

Admitindo que nos próximos dois Invernos a Europa viverá sob a ameaça de escassez de gás natural devido ao corte dos abastecimentos russos, Bruxelas admite que os países serão obrigados a adoptar medidas para aligeirar as regras de emissões de gases com efeitos de estufa (GEE). Isto porque, considera a Comissão, as energias renováveis, embora devam ser encaradas como a solução prioritária, não vão resolver o problema da segurança do abastecimento.


Assim, da mesma maneira que aceita que os Estados mantenham abertas as centrais a carvão e que suspendam temporariamente os limites legais de emissões para que continuem a funcionar, evitando o recurso às centrais a gás, a Comissão também admite que os países optem por "mudanças de combustível" nas próprias centrais que funcionam a gás.


Entre as opções está "o uso de oxigénio em vez de gás natural em certas instalações industriais", mas também "medidas mais elaboradas", como substituir o gás pelo mais poluente gasóleo nas centrais eléctricas que funcionam com os dois combustíveis, escreve a Comissão.

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