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Caso EDP: Mexia e Manso Neto arriscam suspensão de funções

O Ministério Público vai interrogar António Mexia, João Manso Neto e João Conceição, no âmbito do caso EDP. Em causa pode estar o agravamento das medidas de coação.

António Mexia, presidente executivo da EDP, acredita que a elétrica tem “resiliência” para combater a crise pandémica.
Miguel Baltazar
Negócios jng@negocios.pt 26 de Maio de 2020 às 13:28
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A descoberta de factos novos no caso EDP, relacionada com prémios e regalias, levou o Ministério Público a pedir uma ronda de interrogatórios ao CEO da EDP, António Mexia, ao administrador da elétrica e presidente da EDP Renováveis, João Manso Neto, e ao administrador executivo da REN, João Conceição.


Segundo escreve o Observador esta terça-feira, está em causa o possível agravamento das medidas de coação aos três gestores, que atualmente se encontram com termo de identidade e residência, desde que foram constituídos arguidos em 2017.


De acordo com o Observador, o juiz Carlos Alexandre pode decidir pela suspensão de funções aos três arguidos, o que seria a medida de coação mais gravosa. Além da suspensão de funções, o agravamento das medidas de coação pode passar também pelo depósito de uma caução junto dos autos.


Mexia, Manso Neto e João Conceição vão ser ouvidos entre os próximos dias 2 e 4 de junho, no Tribunal Central de Instrução Criminal, tal como avançou o Correio da Manhã. O Ministério Público suspeita que a EDP tenha sido favorecida pelo antigo ministro da Economia, Manuel Pinho, em cerca de 1,2 mil milhões de euros.

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