Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Caso EDP: Medidas de coação a António Mexia adiadas

A proposta de medidas de coação a António Mexia no âmbito do Caso EDP foram adiadas para esta sexta-feira. O juiz Carlos Alexandre só deverá pronunciar-se na próxima semana, segundo o Observador.

António Mexia, presidente executivo da EDP, acredita que a elétrica tem “resiliência” para combater a crise pandémica.
Miguel Baltazar
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 04 de Junho de 2020 às 20:33
  • Assine já 1€/1 mês
  • 4
  • ...

As medidas de coação que o Ministério Público (MP) promoverá no caso EDP não serão conhecidas esta quinta-feira, como estava previsto inicialmente. Segundo o Observador, as medidas - que podem passar pela suspensão de funções de António Mexia , CEO da EDP, e de João Manso Neto, CEO da EDP Renováveis -, só deverão ser conhecidas na sexta-feira. E o juiz Carlos Alexandre só deverá pronunciar-se sobre as mesmas na próxima semana, depois de ouvir a defesa dos gestores da EDP e de João Conceição, administrador da REN  e antigo consultor de Manuel Pinho, que foi ouvido esta quinta-feira.

O presidente executivo da EDP, António Mexia, é suspeito de quatro crimes de corrupção ativa e um crime de participação económica em negócio, num inquérito que corre no Tribunal Central de Instrução Criminal. Os casos de crimes de corrupção estão relacionados com os negócios praticados com o antigo ministro da Economia Manuel Pinho, enquanto o crime de participação económica em negócio é relativo à adjudicação da construção da barragem do Baixo-Sabor ao consórcio do Grupo Lena/Odebrecht.

Na terça-feira, António Mexia recusou-se a responder ao juiz Carlos Alexandre, alegando estar pendente um pedido de afastamento daquele magistrado. O pedido foi avançado esta semana pela defesa do líder da EDP, argumentando que o juiz em causa não garante as condições de imparcialidade que estão subjacentes ao papel de um juiz de instrução criminal.

O processo das rendas excessivas da EDP, denominado "Caso EDP" está há cerca de oito anos em investigação no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e tem cinco arguidos: António Mexia, João Manso Neto, presidente da EDP Renováveis, Manuel Pinho, o antigo consultor de Pinho e administrador da REN, João Faria Conceição, e Pedro Furtado, responsável de regulação na empresa gestora das redes energéticas.

O inquérito investiga alegadas práticas de corrupção e participação económica no processo legislativo e os procedimentos administrativos relativos à introdução no setor elétrico nacional dos Custos para Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC).

Ver comentários
Saber mais António Mexia EDP Manso Neto EDP Renováveis Carlos Alexandre Manuel Pinho energia CMEC
Mais lidas
Outras Notícias