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Diretor dos serviços secretos russo acusa Ocidente de danos ao Nord Stream

Sergei Naryshkin afirma que o Ocidente está por trás de um "ataque terrorista" no Mar Negro. Já o ministro da Energia da Suécia indica que há uma grande probabilidade que os danos tenham sido causados por um Estado.

O Nord Stream estará encerrado por tempo indeterminado. Moscovo pede o levantamento das sanções para que fique de novo operacional.
Lisi Niesner/Reuters
Diogo Mendo Fernandes diogofernandes@negocios.pt 30 de Setembro de 2022 às 11:57
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Desde quinta-feira que a troca de acusações entre o Ocidente e a Rússia não pára de escalar, depois de terem sido descobertas quatro fugas nas tubagens do Nord Stream, infraestrutura que fornece gás proveniente da Rússia à Europa.

O apontar de dedos ganhou nova força esta sexta-feira, com acusações de Sergei Naryshkin, diretor do Serviço de Inteligência russo (SVR), que afirma que o Ocidente está por trás de um "ataque terrorista" no Mar Negro.

"Temos materiais que apontam para um envolvimento do Ocidente na organização e implementação deste ataque terrorista", disse o responsável, em resposta às perguntas dos jornalistas em Moscovo.

Poucas horas antes, o Ministro da Energia sueco, Khashayar Farmanbar, revelou que há uma grande probabilidade de as fugas de gás no Nord Stream 1 e 2 terem resultado de ação de um Estado.

"É muito provável que tenha sido feito deliberadamente e não por acidente e é muito pouco provável que não tenha sido feito por alguém que não um Estado sem ter sido detetado antes", disse o ministro, à margem do conselho de ministros da Energia em Bruxelas.

Esta quinta-feira, a Alemanha considerou que as fugas detetadas vão levar a que os gasodutos sofram danos irreversíveis, ficando inutilizados para sempre.

Alguns países desconfiam que as fugas façam parte das ações de sabotagem por parte da Rússia, acusação que o Kremlin já veio publicamente considerar de "absurda". A União Europeia advertiu que reagirá com uma "resposta forte e coesa" a qualquer "interrupção deliberada da infraestrutura energética europeia".
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