pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Escolha o Jornal de Negócios como "Fonte Preferida"

Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.

Adicionar fonte

Dívida tarifária de eletricidade vai disparar 1,1 mil milhões. Não subia desde 2014

Em 2024 a divida tarifária não só volta a aumentar, ao fim de uma década, como mais do que duplica face ao ano passado, mostra a ERSE, de 879 milhões de euros para quase dois mil milhões.

iStockphotos
17 de Outubro de 2023 às 09:31

Desde 2014 que a dívida tarifária da eletricidade não aumentava em Portugal. Nesse ano chegou a um valor recorde de 5.080 milhões de euros, tendo depois iniciado a sua trajetória descendente até chegar a um mínimo de 879 milhões de euros em 2023. No próximo ano, não só esta tendência de descida será invertida, como a dívida dará um salto de 1,1 mil milhões de euros, mais do que duplicando o seu valor para os 1.995 milhões, e ultrapassando largamente os níveis de 2022, quando chegou a 1.709 milhões. 

As causas para a inversão deste cenário de evolução positiva na dívida tiveram origem em 2023, explica a ERSE, que definiu as tarifas de eletricidade para esse ano com base num nível elevado de preços no mercado grossista (tendo em conta as "melhores previsões na altura"), e em tarifas de acesso às redes negativas.

No entanto, a expectativa não correspondeu à realidade: apesar de ainda muito elevado, o preço da eletricidade nos mercados grossistas no primeiro semestre de 2023 revelou-se "muito inferior ao previsto, situação que originou um desvio de receitas a recuperar nos exercícios tarifários de 2024 em diante", explica o regulador. Ou seja, foi criada nova dívida tarifária. 

Ainda em 2023, a ERSE aprovou tarifas excecionais a partir de 1 de julho, o que "permitiu corrigir esta situação no segundo semestre". Relativamente aos primeiros seis meses do ano passado, durante o qual foi gerado o desvio, a recuperação do mesmo origina um "aumento de proveitos com um forte reflexo na estabilidade tarifária para 2024", o que levou o regulador a propor "a transferência pelo prazo de cinco anos de alguns Custos de Interesse Económico Geral (CIEG)", com o objetivo de promover uma "maior estabilidade dos preços finais pagos pelos consumidores, procurando evitar-se variações tarifárias contraditórias entre anos consecutivos, sem, contudo, ser prejudicada a sustentabilidade económica do SEN".

Tendo em conta este contexto, a ERSE calcula que "a dívida tarifária aumentará no montante equivalente desse diferimento, 1.717 milhões de euros, deduzido da amortização prevista no serviço da dívida tarifária, correspondente a 600 milhões de euros, ascendendo a 1.995 milhões de euros no final de 2024". 

Apesar do disparo, o regulador diz que a geração de nova dívida tarifária em 2024 "não refletirá uma menor sustentabilidade do setor elétrico a médio prazo". E apesar da instabilidade geopolítica atual, considera-se que "a resposta europeia dada à crise energética, decorrente da guerra na Ucrânia, reduz, à partida, a possibilidade de repetição desses impactes no médio prazo. 

Mesmo com o aumento previsto para 2024, as tarifas de acesso às redes "beneficiam ainda de um conjunto alargado de medidas de contenção tarifária, ordinárias e extraordinárias, no montante de cerca de 1,2 mil milhões de euros", refere a ERSE. Deste valor, 634 milhões de euros são receitas obtidas com os leilões das licenças de emissão de gases com efeito de estufa, receitas com a venda de garantias de origem de produção renovável com remuneração garantida, com a tributação dos produtos petrolíferos e energéticos (ISP) e com o produto da contribuição extraordinária sobre o setor energético (CESE).

Os restantes 566 milhões de euros adicionais são provenientes do orçamento do Fundo Ambiental: 500 milhões de euros beneficiam os clientes mais eletrointensivos e 66 milhões de euros os consumidores em baixa tensão nornal. 

A ERSE prevê também para o operador das redes de distribuição de eletricidade E-Redes (universo EDP) - em 2024 - proveitos regulados de 1.094 milhões e um aumento de 44 milhões face a 2023. Da mesma forma, o comercializador de último recurso (SU Eletricidade, também universo EDP) terá proveitos regulados de 43 milhões em 2024.

Ver comentários
Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.