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EDP aposta no hidrogénio verde e armazenamento de energia com novas unidades

A elétrica vê no hidrogénio "um dos eixos de crescimento para a EDP".

Miguel Stilwell de Andrade, CEO interino da EDP, quer reduzir o número de administradores executivos.
Miguel Baltazar
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 19 de Fevereiro de 2021 às 11:14
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A EDP anunciou o lançamento de duas unidades que irão explorar o potencial do hidrogénio verde e sistemas de armazenamento de energia.

A H2 Business Unit (H2BU) é o nome da unidade que passa a dedicar-se ao desenvolvimento de projetos de hidrogénio verde. Já a unidade dedicada ao armazenamento é constituída na EDPR NA, e tem como objetivo atingir uma capacidade de 1 gigawatt (GW) em armazenamento ao longo dos próximos cinco anos.

A elétrica vê no hidrogénio "um dos eixos de crescimento para a EDP", tendo em conta não só os objetivos de descarbonização da empresa, mas também "a redução de custos que se tem verificado". A EDP espera que esta fonte de energia atinja a competitividade no decorrer desta década. A H2BU será liderada por Ana Quelhas, até aqui diretora de Planeamento Energético do Grupo EDP.

Para este passo, a EDP conta apoiar-se nos ativos de renováveis que possui nos Estados Unidos e Europa, que serão os mercados prioritários. A ambição estará focada em oportunidades para o hidrogénio verde nos setores da indústria do aço, química, refinarias e cimentos, bem como nos transportes pesados de longo curso.

Já a unidade que é criada para agregar os projetos de armazenamento de energia vai estar associada à operação da EDPR nos Estados Unidos e terá como foco a análise da tecnologia de armazenamento.

"A criação destas unidades de negócio reforça a liderança da EDP na transição energética. A crescente penetração de renováveis exige cada vez mais a integração com sistemas de armazenamento" e, "se queremos cumprir os objetivos de neutralidade carbónica, vamos precisar de recorrer a outros vetores energéticos, como o hidrogénio verde, para dar resposta aos setores onde a eletricidade não é uma opção tecnicamente viável ou economicamente atrativa", defende o CEO da EDP, Miguel Stilwell de Andrade.

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