Energia EDP Renováveis supera meta para adição de capacidade ano e meio antes do previsto

EDP Renováveis supera meta para adição de capacidade ano e meio antes do previsto

António Mexia realça, em declarações ao Negócios, que o objectivo é alcançado um ano e meio antes do previsto e "é mais um sinal de visibilidade e capacidade de entrega do investimento com que nos comprometemos com o mercado".
EDP Renováveis supera meta para adição de capacidade ano e meio antes do previsto
Alexandra Machado 03 de julho de 2018 às 17:25
A EDP Renováveis firmou quatro contratos de 15 anos com três sociedades nos Estados Unidos da América para a venda de energia que está a ser produzida por dois parques eólicos no estado de Illinois e no estado de Indiana, anunciou a empresa. Com estes contratos, a eléctrica verde supera os objectivos de adições de capacidade previstos no plano estratégico.

António Mexia, numa declaração escrita ao Negócios, realça que "alcançar este objectivo um ano e meio antes do previsto é mais um sinal de visibilidade e capacidade de entrega do investimento com que nos comprometemos com o mercado". 

Os contratos são para venda de 405 MW (Megawatts), o que significa que a empresa consegue ultrapassar, com esta fatia, o objectivo estabelecido para 2020. 

A Renováveis, que é detida em 82,6% pela EDP, tinha previsto nestes parques eólicos, que entram em operação em 2019 e 2020, atingir os 1,8 GW (gigawatts) de contratos de longo prazo. Mas com estes contratos já garantiu 2,1 GW. 

"Na sequência destes acordos, a EDPR já garantiu 2,1 GW de CAE [contratos de aquisição de energia] nos EUA, excedendo o objectivo de 1,8 GW de contratos de longo prazo de energia eólica para projectos a serem instalados no país no período de 2016-2020", lê-se no comunicado da Renováveis.

Já a nível global, a EDPR consegue, com estes contratos, adicionar 3,6 GW, "excedendo a meta de 3,5 GW do plano de negócios para 2016-2020", diz ainda a empresa em comunicado.

Num momento que as duas empresas estão sob ofertas públicas de aquisição (OPA) pela China Three Gorges, a eléctrica aproveita para acrescentar que "os novos CAE reforçam o seu perfil de baixo risco e a sua estratégia de crescimento baseada no desenvolvimento de projectos competitivos com visibilidade de longo-prazo".




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