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EDP reforça liderança no mercado liberalizado de electricidade

Galp e Iberdrola estão a crescer, mas é a eléctrica presidida por Mexia que está a ganhar a corrida aos clientes domésticos

26 de Dezembro de 2012 às 23:30

Dezenas de milhares de famílias estão a transitar todos os meses das tarifas reguladas de electricidade para o mercado liberalizado, num processo de migração que está a ser ganho pela EDP. De Outubro para Novembro a eléctrica reforçou as suas quotas de mercado não só em volume, mas também em número de clientes.

Do total de electricidade fornecida no mercado liberalizado nacional a quota da EDP passou de 41% em Outubro para 41,2% em Novembro. Os últimos dados da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) mostram ainda que em número de clientes a posição da EDP Comercial melhorou de 77,1% para 78%, numa trajectória que mostra que a eléctrica presidida por António Mexia tem resistido à ofensiva de outros operadores, em especial no mercado residencial.

Em número de clientes a espanhola Endesa tem vindo a perder espaço (caiu de 14,9% para 14% no último mês), enquanto a Iberdrola e a Galp têm conseguido algum crescimento, alcançando posições de 2,1% e 5,4%, respectivamente.

No que respeita ao segmento residencial, os consumidores têm sido presenteados este ano com sucessivas campanhas comerciais, que visam aproveitar o processo de extinção das tarifas reguladas, o qual obrigará as famílias a contratar um fornecedor no mercado liberalizado nos próximos três anos.

A Galp Energia foi a primeira a lançar um pacote dual, oferecendo descontos de 5% na electricidade e gás natural para quem contratasse os dois serviços em simultâneo. A EDP, que já tinha lançado uma campanha associada a vales de compras nos hipermercados Continente, respondeu com uma acção que dava descontos de 2% na electricidade e 8% no gás. A Galp entretanto voltou à ofensiva, com uma oferta de tarifas bi-horárias de electricidade para o mercado liberalizado.

A movimentação do grupo liderado por Manuel Ferreira de Oliveira podia fazer prever uma deterioração das quotas da EDP, já que os termos das ofertas da Galp geravam maior poupança, segundo várias simulações. No entanto, o que os números divulgados pela ERSE mostram é que no mercado doméstico a EDP Comercial reforçou a sua liderança em Novembro, atingindo uma quota de 80,7% dos fornecimentos. A Endesa viu a sua quota baixar para 12,2%. O terceiro operador é a Galp (com 4,4%), seguida da Iberdrola (2,4%).

Nos consumos empresariais, a EDP mantém-se como maior fornecedor nos vários segmentos, com quotas de 41,6% nos pequenos negócios, 32,6% nos clientes industriais (seguida de perto pela Iberdrola e Endesa) e 40,9% nos grandes consumidores (embora nesta classe tenha perdido quota face a Outubro).

Em Novembro o mercado liberalizado já representava 58,7% de toda a electricidade consumida em Portugal. Só no mês passado aderiram 83 mil clientes. De acordo com a ERSE, já há 836 mil famílias abastecidas no mercado livre.

 

LIBERALIZAÇÃO TEM MOTIVADO DÚVIDAS NOS CONSUMIDORES

A EXTINÇÃO DE TARIFAS PÕE EM RISCO O ABASTECIMENTO?

Não. A 1 de Janeiro de 2013 as tarifas reguladas de electricidade são extintas, sendo substituídas por "tarifas transitórias", que irão vigorar enquanto os clientes não contratarem um fornecedor do mercado liberalizado. Quem ainda está nessa situação continua a ser abastecido normalmente, ficando, no entanto, sujeito a revisões tarifárias trimestrais.

ATÉ QUANDO SE PODE FICAR NA EDP SERVIÇO UNIVERSAL? 

Os consumidores com potências contratadas de 10,35 kVA ou superiores têm até 31 de Dezembro de 2014 para contratar um fornecedor no mercado, podendo até lá permanecer com o comercializador de último recurso (que regra geral é a EDP Serviço Universal). As famílias com potência contratada abaixo de 10,35 kVA têm até 31 de Dezembro de 2015 para o fazer.

A TARIFA SOCIAL DESAPARECE? 

Não. A tarifa social, que oferece um desconto face às tarifas reguladas (e transitórias), continua disponível para os agregados de menores rendimentos. Pelo menos até 2015 esse desconto deverá continuar.

COMPENSA TER UM ÚNICO FORNECEDOR DE LUZ E GÁS? 

A análise deve ser feita por cada consumidor, mas as simulações já feitas apontam para algumas poupanças, já que as empresas que estão a fazer ofertas combinadas dos dois serviços (como a EDP Comercial e a Galp) estão a fazê-lo com descontos tanto na energia eléctrica, como no gás natural. 

O QUE É PRECISO PARA MUDAR DE FORNECEDOR?

A mudança de fornecedor é grátis e não implica qualquer suspensão do abastecimento. Basta contactar o novo fornecedor, que é quem tratará de todo o processo de migração. Poderão ser solicitados o número de contribuinte, o NIB e a última factura.

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