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Exportadora de gás dos EUA destapa europeus em dias mais frios

Quebra na oferta dos Estados Unidos e da Noruega vai coincidir com a chegada do tempo mais frio, com previsões de temperaturas negativas nalgumas regiões da Europa.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 14 de Novembro de 2022 às 19:31
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A Freeport LNG, importante exportadora norte-americana de gás natural liquefeito (GNL) deverá prolongar a interrupção das suas operações, reduzindo a tão necessária oferta aos consumidores europeus e asiáticos numa altura em que o inverno se aproxima.

 

A empresa comunicou aos compradores que deverá cancelar as entregas previstas para novembro e dezembro, atendendo a que prosseguem os trabalhos de reparação e são necessárias aprovações regulatórias antes de voltar a abrir, refere a Bloomberg citando fontes próximas do processo.

 

As instalações de exportação da empresa, localizadas em Freeport (Texas), que eram responsáveis por cerca de 15% das entregas de GNL, estão paradas desde junho, na sequência de uma explosão e consequente incêndio.

 

Numa altura em que se prevê uma vaga de frio, estas não são boas notícias, e os preços do gás natural estiveram esta segunda-feira a subir com as previsões de uma queda das temperaturas.

 

Isto numa altura em que também as vendas de gás da Noruega, maior exportadora europeia, estão a ser penalizadas por paragens em duas instalações importantes.

 

O preço do gás natural TTF, que é o "benchmark" para os mercados europeus e é negociado em Amesterdão, somou 17,36% para 123,695 euros por megawatt-hora (MWh).

 

Depois de um longo período de temperaturas invulgarmente amenas na Europa, estas deverão cair abaixo da média no final da semana, com Berlim a antever que se fixem abaixo de zero – o que levará as pessoas a começarem a ligar os aquecedores, fazendo crescer a procura por gás.

 

Além do gás, também o crude estará sob pressão, já que o embargo da União Europeia – no âmbito das sanções impostas a Moscovo pela guerra que leva a cabo na Ucrânia desde 24 de fevereiro – à importação de crude russo via marítima entra em vigor a 5 de dezembro.

 

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