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Lucro da REN cai 12% para 76 milhões até Setembro

O resultado líquido da empresa liderada por Rodrigo Costa recuou 12% para 76 milhões de euros até setembro, tendo sido penalizado pelo pagamento da CESE que pela primeira vez abrangeu a Portgás.

Lusa
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 13 de Novembro de 2020 às 18:24
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A REN fechou os primeiros nove meses do ano com um resultado líquido de 76 milhões de euros, o que representa uma queda de 12% face ao mesmo período do ano passado, "com o negócio internacional a contribuir com 10,4 milhões de euros (13,6%), de acordo com o comunicado emitido à CMVM esta sexta-feira, 13 de Novembro.

A empresa liderada por Rodrigo Costa justifica esta evolução com o aumento do valor cobrado através da Contribuição Extraordinária do Sector Energético (CESE), que este ano, pela primeira vez, também abrangeu a Portgás. Uma situação que levou ao aumento em 3,8 milhões de euros do valor da CESE para um total de 28,2 milhões de euros.

Apesar de ter pago sempre a CESE desde a sua criação (em 2017), a REN  tem contestado todos os anos a liquidação da mesma, tendo avançado  já em outubro com outra ação contra o Fisco devido a esta cobrança que acabou por ter impacto nas contas dos nove primeiros meses do ano.

Este aumento da carga fiscal acabou, assim, por não ser compensado pela melhoria dos resultados financeiros em 2,8 milhões de euros (7%) para -36,7 milhões, sustentados pelo menor custo médio da dívida (1,9% contra 2,2%).

O EBITDA [resultados antes de juros, impostos, amortizações e depreciações] recuou 15,5% para 352,5 milhões de euros, "devido sobretudo à redução no valor de taxas de remuneração dos ativos (-15,6 milhões de euros) e à maior contribuição do OPEX (6,9 milhões de euros)". Em contrapartida, o segmento internacional contribuiu positivamente (5,4 milhões de euros) justificado em grande parte pela consolidação da chilena Transemel.

De janeiro a setembro o investimento (capex) da REN também decresceu 6,6% para 103 milhões de euros, 73% dos quais relacionados com o negócio da eletricidade e 8,5% devido aos negócios no Chile.

 
(Título corrigido com a queda de 12% dos lucros e não de 10,3% )

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