Lucro da Shell aumenta 19% para 4,8 mil milhões entre janeiro e março
A Shell alertou que as previsões de produção e liquefação de gás para o segundo trimestre refletem "o impacto do conflito no Médio Oriente, incluindo no Catar".
A petrolífera Shell alcançou um lucro de 5.694 milhões de dólares (cerca de 4.841 milhões de euros) até março, mais 19% em termos homólogos, num contexto de grande tensão nos mercados energéticos devido ao conflito no Médio Oriente.
De acordo com a informação divulgada esta quinta-feira pela empresa neerlandesa, o lucro ajustado ascendeu a 6.915 milhões de dólares (cerca de 5.878 milhões de euros), um aumento 24% face a 2025 e mais 112% do que no trimestre anterior.
Estes aumentos são justificados com os preços mais elevados praticados, na refinação, nos lubrificantes e no negócio de comercialização e otimização energética, informou a petrolífera neerlandesa.
"A Shell obteve resultados sólidos graças ao foco constante no desempenho operacional, num trimestre marcado por uma perturbação sem precedentes nos mercados energéticos mundiais", afirmou o presidente executivo (CEO) da Shell, Wael Sawan.
Entre janeiro e março, o volume de negócios manteve-se estável nos 69.691 milhões de dólares (cerca de 59.250 milhões de euros), face aos 69.234 milhões de dólares (cerca de 58.848 milhões de euros) registados um ano antes.
A empresa destacou ainda o forte desempenho da divisão de exploração e produção, bem como das atividades de refinação, lubrificantes e comercialização de energia, favorecidas pela volatilidade dos mercados internacionais.
A Shell alertou, no entanto, que as previsões de produção e liquefação de gás para o segundo trimestre refletem "o impacto do conflito no Médio Oriente, incluindo no Catar", bem como uma maior manutenção programada em todo o portfólio.
Apesar disso, a multinacional manteve as previsões de investimento para 2026, com um gasto de capital entre 24.000 e 26.000 milhões de dólares, embora tenha reduzido o programa trimestral de recompra de ações para 3.000 milhões de dólares, face aos 3.500 milhões anunciados para o trimestre anterior.
A empresa anunciou também um aumento do dividendo de 5%, para 0,3906 dólares por ação.