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Lucros da Sonangol caíram 11% em 2025. Entrada em bolsa só depois de 2026

A Sonangol comercializou 5,3 milhões de toneladas métricas e produziu 217 mil barris de petróleo equivalente por dia, correspondentes aos direitos líquidos.

O presidente do conselho de administração da Sonangol, Gaspar Martins, apresentou esta quarta-feira, em Luanda, os resultados preliminares da petrolífera relativos a 2025
O presidente do conselho de administração da Sonangol, Gaspar Martins, apresentou esta quarta-feira, em Luanda, os resultados preliminares da petrolífera relativos a 2025 DR
10:49

A petrolífera estatal angolana Sonangol registou em 2025 um resultado líquido de 750 milhões de dólares (636 milhões de euros), uma queda de 11% face aos 846 milhões de dólares (718 milhões de euros) do período homólogo.

O presidente do conselho de administração da Sonangol, Gaspar Martins, apresentou esta quarta-feira, em Luanda, os resultados preliminares da petrolífera relativos a 2025, numa conferência de imprensa que assinala os 50 anos da empresa.

Segundo Gaspar Martins, a petrolífera angolana alcançou um volume de negócios de 9,1 mil milhões de dólares, menos 13% em relação ao ano anterior, e um resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) de mais de 2,5 mil milhões de dólares, mas abaixo dos 3,45 mil milhões de dólares registados em 2024.

O preço médio das ramas angolanas fixou-se em 69,09 dólares por barril, uma descida de 14% face a 2024, segundo os dados apresentados.

A Sonangol comercializou 5,3 milhões de toneladas métricas e produziu 217 mil barris de petróleo equivalente por dia, correspondentes aos direitos líquidos.

A empresa opera em 41 concessões, das quais é operadora em 11 blocos, e tem uma produção operada de 22 mil barris de petróleo por dia.

A China foi o principal destino das ramas angolanas, absorvendo 69% das exportações, seguida da Índia, com 10%, enquanto Canadá, Espanha e Países Baixos representaram 3% cada.

Sonangol adia privatização para depois deste ano

 O presidente do conselho de administração da Sonangol afirmou também esta quarta-feira que a petrolífera mantém o plano de entrada em bolsa, mas não deverá avançar com a privatização antes da conclusão do Programa de Privatizações (PROPRIV), que terminará este ano.

Gaspar Martins, que falava em conferência de imprensa em Luanda, garantiu que a empresa continua comprometida com a operação: "Mantemos o programa do IPO".

"O que devemos ter presente é que, para que isto aconteça, há um conjunto de condições que devem ser materializadas", acrescentou, admitindo que essas condições ainda não vão estão criadas neste momento, pelo que a operação vai ficar fora do programa de privatização que o Governo pretende concretizar até final deste ano (PROPRIV 2023-2026)".

O responsável acrescentou que a Sonangol mantém a intenção de dispersar até 30% do capital, de forma faseada, mas indicou que o calendário dependerá da criação das condições necessárias.

"Quando formos à Bolsa - e dizemos que a dispersão é até 30% do capital - continuamos a pensar fazer da forma faseada, mas sem que durante este programa, que vai agora terminar em 2026, seja possível fechar todas as condições", concluiu.

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