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REN aumenta lucro para quase 160 milhões em ano de apagão

Operações financeiras e resultado operacional ajudaram a melhoria de quase 5% face a 2024. O Capex disparou perto de 30%. Dividendo sobe 2% para 16 cêntimos por ação.

Miguel Baltazar
05 de Março de 2026 às 17:06

A REN registou um lucro de 159,8 milhões de euros em 2025, o que representa um crescimento de 4,8% face ao . O resultado excede as expetativas dos analistas, que apontavam para um lucro de 145,3 milhões. A remuneração acionista vai crescer 2% face ao ano anterior: o dividendo será de 16 cêntimos por ação.

A melhoria fica a dever-se sobretudo à evolução dos resultados operacional e financeiro.

2025 ficou marcado pelo apagão em Portugal e Espanha. “A recuperação do sistema português ocorreu de forma célere, e o nosso centro de operações conseguiu fazer a reposição de todo o sistema elétrico em menos de 12 horas, confirmando a preparação da empresa para a gestão deste tipo de ocorrência”, enaltece a empresa.

No grupo, o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) aumentou 10 milhões de euros para 516 milhões. Já o resultado operacional doméstico atingiu os 490,5 milhões de euros, mais 1,4% do que em 2024. ”Para esta evolução contribuiu uma maior atividade de desenvolvimento de infraestruturas com o objetivo de concretização da transição energética em curso”, explica a companhia em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O investimento de capital (Capex) disparou 28,9% face ao ano anterior, “reforçando o empenho da REN no cumprimento dos objetivos de transição energética do país e em consonância com o Plano Estratégico 2024-2027”.

A dívida líquida sofreu um crescimento, embora ligeiro: aumentou 400 mil euros, elevando o total para 2,52 mil milhões de euros. O custo médio da dívida diminuiu, situando-se nos 2,5% (valor que compara com 2,7% em 2024).

Em 2025, o consumo de eletricidade abastecido a partir da rede pública cresceu 3,2% para 53,1 TWh. É “o consumo anual mais elevado alguma vez registado no Sistema Elétrico Nacional, superando em 1,7% o anterior máximo histórico, alcançado em 2010”, enaltece a empresa liderada por Rodrigo Costa.

O consumo de gás natural cresceu 11% face ao ano anterior.

A produção de energia renovável bateu um recorde: “Totalizou 37 TWh, o valor absoluto mais elevado de sempre no Sistema Elétrico Nacional”. O valor corresponde a 68% do consumo, abaixo dos 70% de 2024. Neste capítulo, a produção hidráulica representou 27%, a eólica 25%, a solar 11% e a biomassa 5%.

“Em 2025, o aprovisionamento do sistema nacional foi assegurado quase na totalidade pelo terminal de GNL de Sines, tendo as entradas via interligação com Espanha representado apenas cerca de 3% do consumo. O gás descarregado em Sines teve origem sobretudo na Nigéria e nos Estados Unidos”, explica a gestora das autoestradas da eletricidade.

A remuneração acionista vai subir 2%. O Conselho de Administração da REN propõe o pagamento de um dividendo de 16 cêntimos por ação, , tal como fez no ano anterior.

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