Energia Vinci já tem 100% da portuguesa que meteu no sarcófago de Chernobil

Vinci já tem 100% da portuguesa que meteu no sarcófago de Chernobil

A gigante francesa informou a Autoridade da Concorrência sobre a tomada integral do capital da Sotécnica, quase década e meia após entrar nesta empresa de Loures que fatura 58 milhões de euros e emprega 678 pessoas.
Vinci já tem 100% da portuguesa que meteu no sarcófago de Chernobil
Pedro Afonso assumiu em abril a presidência executiva da Vinci Energies Portugal.
António Larguesa 19 de julho de 2019 às 15:30

A Vinci Energies, um dos "braços" do grupo francês que agrega empresas das áreas de consultoria e engenharia, avançou para a compra da totalidade do capital da portuguesa Sotécnica, completando assim o negócio iniciado em 2005, quando adquiriu 80% desta prestadora de serviços nas áreas de energia, instalações elétricas e hidráulicas, climatização, infraestruturas, manutenção e automação.

 

A operação de concentração anunciada pela empresa, que em 2017 comprou a Novabase IMS, visa o controlo exclusivo da sociedade fundada em 1951 por Octávio Sengo dos Santos, Bernardo de Sousa e Holstein Beck. Consta de um aviso publicado esta sexta-feira, 19 de julho, pela Autoridade da Concorrência, que dá um prazo de dez dias para receber "quaisquer observações".

 

Liderada por Jorge Tropa, a Sotécnica tem sede em São Julião do Tojal, no concelho de Loures, onde no mês passado inaugurou as novas instalações centrais. Resultaram de um investimento de quatro milhões de euros e, segundo a agência Lusa, estão ali concentrados cerca de 250 dos 678 trabalhadores que tem atualmente em Portugal e em Moçambique.

 

Em 2018 faturou 58 milhões de euros – um acréscimo de 20% em termos homólogos –, favorecendo com a integração na rede de negócio desta multinacional da área da construção e serviços, o que já levou inclusive a empresa nacional a participar em grandes obras internacionais, como o reforço do sarcófago na antiga central nuclear de Chernobil (Ucrânia) ou o aeroporto de Salvador, no Brasil.

 

Um "nível de rigor mais apertado" e mais capacidade de financiamento para a aquisição de produtos e de clientes para projetos de maior dimensão. Estas foram duas vantagens da pertença à Vinci Energies destacadas à Lusa pelo presidente executivo da empresa, que já interveio em edifícios como a Gare do Oriente, o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, a sede da Polícia Judiciária ou o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT) da EDP.

Em abril, a Vinci Energies Portugal, que faz parte do grupo que detém os aeroportos nacionais, nomeou Pedro Afonso como presidente executivo. O gestor já estava à frente da Axians Portugal, que resultou da aquisição da Novabase IMS, e substituiu no cargo Júlio de Almeida, que passou a assumir o papel de chairman.




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