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Imobiliário comercial estabilizou em máximos no ano passado

Os investidores estrangeiros foram responsáveis por 78% do volume transacionado, embora o investimento nacional tenha mais do que duplicado o seu peso. 

Miguel Baltazar/Negócios
Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 02 de Janeiro de 2020 às 11:53
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O mercado português de imobiliário comercial deverá ter fechado o ano passado com um investimento de cerca de três mil milhões de euros, em linha com o registado em 2018, indicou esta quinta-feira a consultora Cushman & Wakefield. 

Andreia Almeida, diretora de "research" da consultora, assinala que até 31 de dezembro estão contabilizados 2.750 milhões de euros de investimento, mas que ainda existirão negócios que foram concluídos nos últimos dias do ano e que não foram divulgados. Assim, a Cushman acredita que o valor final será muito próximo dos três mil milhões de euros, um valor idêntico ao recorde que tinha sido atingido em 2018.

 

Os portfólios de grande dimensão representaram 1.450 milhões de euros em 17 negócios. 

 

Os investidores estrangeiros foram responsáveis por 78% do volume transacionado, embora o investimento nacional tenha mais do que duplicado o seu peso, assinalou Eric Van Leuven, diretor-geral da Cushman em Portugal.

No que respeita ao investimento estrangeiro, a Alemanha foi responsável por 32% do montante investido, seguindo-se os EUA e Espanha, cada um com 14%.

Ressalvando que os dados finais poderão alterar ligeiramente o peso de cada setor, Andreia Almeida referiu que os escritórios representaram 36% do investimento total em imobiliário comercial, seguindo-se o retalho, com 35%, a hotelaria, com 19%, a área industrial, que inclui a logística, com 4%, e outros segmentos, com 6%.

Entre os principais negócios do ano a Cushman destaca a compra do portefólio de hotéis Tivoli pela Invesco à tailandesa Minor por um valor de 313 milhões de euros. A consultora elenca ainda a venda do Algarve Shopping e Albufeira Retail Park por 179 milhões, a transação do Rio Sul, 8.ª Avenida e Loures Shopping, por 170 milhões, o edifício de escritórios FPM 41, na avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, por 125 milhões, e a venda do Art's Business Centre e Torre Fernão Magalhães, por 112 milhões de euros.

Além dos três mil milhões de euros estimados de investimento em imobiliário comercial, a consultora indica que o investimento em promoção e reabilitação urbana terá superado os mil milhões de euros, tendo se assistido a uma maior concentração de negócios em terrenos. Entre os principais negócios do ano neste segmento a Cushman destaca a Herdade da Comporta, no valor de 147 milhões de euros, e a compra pela Vic Properties ao Novo Banco de um projeto residencial na Matinha, perto de Marvila, em Lisboa, por 140 milhões de euros.



(notícia atualizada às 14:03 com mais informação)

 

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