Administração da Ercros "chumba" OPA da Bondalti
O conselho de administração da Ercros emitiu uma opinião desfavorável à Oferta Pública de Aquisição (OPA) da portuguesa Bondalti sobre a totalidade do capital da química catalã, segundo um comunicado divulgado esta quinta-feira. Os três elementos do "board" que são também acionistas indicaram que não irão vender as suas ações.
A administração da empresa espanhola começa por referir que a OPA não solicitada "perturbou o desempenho normal da empresa nos dois últimos anos", lembrando que a Ercros tinha anteriormente ponderado propostas da Bondalti para a integração das empresas, que foram rejeitadas "por motivos estratégicos e por diferenças na avaliação das empresas".
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Caso a OPA tenha sucesso, alertam, a Ercros ficaria "diluída na estrutura empresarial do Grupo José de Mello e perder a sua importância ao integrar um conglomerado muito maior e cujo negócio 'core' não é o setor químico".
A administração sublinha ainda que a Bondalti assumiu a intenção de alterar a política de dividendos da Ercros, reduzindo a remuneração acionista com base em "considerações estratégicas e financeiras". O "board" recorda ainda que um grupo de cerca de 150 acionistas, que representam 27% do capital da Ercros, afirmou publicamente em julho de 2024 a decisão irrevogável de rejeitar a oferta.
A Bondalti fixou como condição para o sucesso da OPA a meta de 50% mais uma ação da Ercros.
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Em agosto do ano passado, a empresa portuguesa ficou sozinha na corrida à Ercros, após a desistência da italiana Esseco.
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