Siemens lucra 2,2 mil milhões no 1.º trimestre do ano fiscal de 2026
A Siemens obteve um lucro de 2.200 milhões de euros no primeiro trimestre do ano fiscal de 2026, contra 3.900 milhões no período homólogo, em que registou um ganho de 2.100 milhões com a venda da Innomotics.
Num comunicado divulgado esta quinta-feira, o grupo alemão diz que este "arranque de ano robusto" motivou uma revisão em alta das perspetivas de lucro por ação antes da alocação do preço de compra (EPS pré PPA), passando de um intervalo entre 10,4 euros e 11 euros para um intervalo entre 10,7 euros e 11,1 euros.
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Além disso, a Siemens confirmou as restantes expectativas para o exercício fiscal de 2026.
Os acionistas da Siemens votam esta quinta-feira em assembleia geral a proposta de distribuição de um dividendo relativo ao ano fiscal de 2025 de 5,35 euros por ação, mais 0,15 euros do que em 2024, traduzindo a "política de dividendos progressiva" do grupo.
Nos primeiros três meses do ano fiscal em curso (terminados a 31 de dezembro de 2025), o 'free cash flow' total do grupo Siemens, proveniente de operações contínuas e descontinuadas, atingiu os 677 milhões de euros, um valor apontado pela empresa como "sazonalmente sólido".
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Citado no comunicado, o presidente e presidente executivo (CEO) da Siemens AG afirma que a empresa "está muito bem posicionada nos seus mercados de crescimento", sendo a Inteligência Artificial (IA) "um importante motor de crescimento" para os negócios do grupo.
"Estamos a expandir a IA industrial nos nossos setores estratégicos, em conjunto com parceiros de referência a nível mundial. Ao integrar a IA no 'design', desenvolvimento, produtos e operações, estamos a criar valor mensurável para os nossos clientes", salienta Roland Busch.
Por sua vez, o diretor financeiro (CFO) da Siemens AG, Ralf P. Thomas, destaca que "forte desempenho operacional se traduziu em elevada rentabilidade no primeiro trimestre", estando o programa acelerado de recompra de ações em curso "a criar valor de forma consistente para os acionistas".
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No primeiro trimestre do exercício, a Siemens reporta um aumento nas encomendas de 10% numa base comparável (excluindo efeitos de conversão cambial e de portefólio), para 21.400 milhões de euros.
As receitas cresceram em todos os negócios industriais, a um ritmo de 8% numa base comparável, para 19.100 milhões de euros, tendo o rácio de encomendas recebidas e faturação ('book-to-bill') atingido 1,12.
Ainda destacado é o valor recorde do volume de encomendas em carteira, que alcançou os 120.000 milhões de euros.
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