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Gigante mundial das tintas divide espanhola Titan com portuguesa Neuce

A holandesa AkzoNobel concluiu a aquisição do negócio de tintas decorativas da catalã Titan, que inclui três fábricas, uma das quais na Maia, em instalações que partilha com a portuguesa Neuce, que comprou a divisão de tintas em pó da empresa espanhola.

Rui Neves ruineves@negocios.pt 02 de Março de 2021 às 12:44
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Fundado em 1917, em Barcelona, o grupo espanhol de tintas Titan foi vendido a capitais portugueses e holandeses. Em outubro passado, o Negócios tinha noticiado que a Neuce, de Santa Maria da Feira, tinha adquirido o negócio de tintas em pó da empresa catalã, enquanto a AkzoNobel teria chegado a acordo para a compra da divisão de tintas decorativas da Titan.

 

Esta terça-feira, 2 de março, a multinacional holandesa, que é a terceira maior fabricante mundial de tintas, anunciou que "concluiu a aquisição de 100% das ações do negócio de tintas decorativas da Industrias Titan S.A.U. (Titan Paints), reforçando assim o seu negócio de tintas e a sua presença em Espanha, para transformar-se assim numa referência do setor das tintas da região".

 

O acordo de aquisição "inclui três fábricas de produtos e sete centros de logística e serviços de tintas decorativas", localizadas em El Prat de Llobregat, perto de Barcelona, em Las Palmas e na cidade portuguesa da Maia, que faturam "aproximadamente 80 milhões de euros".

 

Em outubro, o dono da Neuce, Isidro Lopes, garantiu ao Negócios que, no caso da unidade portuguesa, "eles ocupam uma pequena parte das instalações industriais que comprei na Maia, onde ficarão a coabitar connosco durante um ano, até fazerem a mudança".

 

No caso da Neuce, o grupo feirense ficou com a Titan Coatings Espanha, com sede em Barcelona, e a Titan Powder Coatings Portugal, a dona da fábrica na Maia.

 

Estas duas empresas contam com 96 trabalhadores e consolidam vendas de 23 milhões de euros, exportando para países como o México, Estados Unidos, Colômbia, Cuba, Argélia, Marrocos, França, Alemanha e Áustria, afiançou, na altura, o presidente da Neuce.

 

Com esta dupla aquisição, a Neuce, que detém 11 unidades industriais, espalhadas por Portugal e oito países africanos (Angola, Moçambique, Cabo Verde, Gana, Costa do Marfim, Senegal, Quénia e Nigéria), passa a empregar mais de 500 pessoas e "torna-se o segundo maior grupo ibérico do setor", atrás da também portuguesa CIN.

 

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