Indústria Lucros da Navigator sobem 50% para 53 milhões

Lucros da Navigator sobem 50% para 53 milhões

O grupo concretizou no primeiro trimestre deste ano a venda do negócio de pellets nos EUA, que resultou num encaixe de 67,6 milhões de euros. Viu também confirmada neste período a redução da taxa anti-dumping pelas autoridades americanas para 0% e vai pedir reembolso.
Lucros da Navigator sobem 50% para 53 milhões
Miguel Baltazar/Negócios
Maria João Babo 10 de maio de 2018 às 16:51

A The Navigator Company registou nos primeiros três meses deste ano um aumento de 49,7% dos resultados líquidos, que atingiram os 53,2 milhões de euros. Este resultado ficou abaixo das estimativas dos analistas, que apontavam para 56 milhões. 

Em comunicado divulgado esta quinta-feira, 10 de Maio, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a empresa liderada por Diogo da Silveira (na foto) refere que o volume de negócios recuou 2% neste período para 284,9 milhões de euros, "afectado pela redução nos volumes de venda de pasta".

Já o EBITDA cresceu 23% para 110,9 milhões de euros. Excluindo o negócios de "pellets" nos EUA, que o grupo alienou, o EBITDA foi de 101,5 milhões, ou seja, mais 7,6%.


No comunicado, a Navigator refere ter concretizado a venda do negócio de "pellets" durante este primeiro trimestre, o que representou um encaixe de 67,6 milhões de euros, equivalente a 67% do valor da venda, tendo a mais valia sido de 15,8 milhões.

Ainda nos EUA, o grupo revela ter visto confirmada a redução da taxa anti-dumping para 0% pelas autoridades americanas no período de Agosto de 2015 a Fevereiro de 2017.

Como recorda, a taxa vigorou inicialmente entre 20 de Agosto de 2015 e 11 de Janeiro de 2016 era de 29,53%, tendo sido revista para 7,8%, valor que vigorou até Fevereiro de 2017.

A Navigator "caucionou um montante equivalente a cerca de 30 milhões de euros até final de Fevereiro de 2017 e, uma vez confirmada a decisão de aplicação da taxa de 0%, dará seguimento ao pedido de reembolso do montante já depositado", afirma.  

Relativamente aos resultados dos primeiros três meses deste ano, o grupo salienta ainda a redução da sua dívida líquida, que no final de 2017 era de 692,7 milhões, e em Março passado de 558,7 milhões de euros, reflectindo o encaixe com a venda do negócio nos EUA.

O investimento do grupo aumentou 14,3 milhões face ao mesmo período de 2017, totalizando 28,6 milhões. Os dois grandes projectos que tem em curso - a construção da fábrica de tissue em Cacia e a melhoria da unidade da Figueira da Foz - representaram 53% desse valor.

Relativamente aos custos, que não divulga no comunicado, o grupo  fala apenas na evolução "desfavorável do preço de alguns produtos químicos, em particular da soda caustica, cujo custo unitário se agravou em mais de 60% no trimestre". Refere também o aumento dos custos com pessoal  devido ao incremento do número de colaboradores com o novo projecto de tissue em Cacia.  




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