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Milhões do BEI financiam “descarbonização” da Navigator na Figueira da Foz

A instalação de uma caldeira a biomassa para reduzir as emissões na fábrica da Figueira da Foz recebe um financiamento de 27,5 milhões do Banco Europeu de Investimento, naquela que é a oitava transação com o grupo de pasta e papel.

Navigator
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 03 de Agosto de 2020 às 12:17
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O Banco Europeu de Investimento (BEI) concedeu um financiamento de 27,5 milhões de euros à The Navigator Company para a construção e exploração de uma nova caldeira a biomassa no complexo industrial da Figueira da Foz.

 

Na apresentação de contas do primeiro semestre, a empresa referiu que este investimento, que é o alvo da oitava transação firmada com o BEI, permitirá reduzir em 81% as emissões de CO2 nesta fábrica (e em 20% no grupo), tornando esta unidade 100% renovável na produção de energia elétrica.

 

Numa nota enviada às redações, a representação da Comissão Europeia em Portugal destaca que este projeto é "o primeiro passo da estratégia de descarbonização lançada recentemente pela Navigator com o objetivo de assegurar a neutralidade carbónica da empresa até 2035", isto é, 15 anos antes da meta fixada pela União Europeia.

 

"A fábrica da Figueira da Foz apenas utiliza matéria-prima proveniente de florestas certificadas por sistemas de certificação florestal reconhecidos internacionalmente ou considerada como madeira controlada. Este projeto contribuirá também claramente para o apoio ao emprego rural e às economias rurais em Portugal, mediante o desenvolvimento de uma cadeia de valor das florestas e da bioeconomia", destaca a mesma fonte.

 

Satisfeita pelo apoio do banco à "ambiciosa estratégia de descarbonização da The Navigator Company e os seus esforços em modernizar a produção para torná-la mais sustentável e fortalecer a sua competitividade", a vice-presidente, Emma Navarro, sublinha que a ação climática e a coesão, a par do crescimento sustentável, continuam entre as prioridades do BEI, "mesmo durante esta pandemia".

 

Máquinas já "rolam" após lay-off

 

Apesar das quebras provocadas pelo impacto da covid-19, que levaram a um recuo homólogo de 53,6%, o grupo liderado por António Redondo registou lucros de 44 milhões de euros no primeiro semestre, com o corte de custos e a entrada no "tissue" a protegerem os resultados neste período.

 

Até junho, as receitas totais do grupo recuaram 18,6%, para 695,5 milhões de euros, tendo o EBITDA diminuído para 140,1 milhões (-32,3%). Com o confinamento em abril e maio nas principais geografias em que opera, as vendas de papel recuaram para as 598 mil toneladas (-17%), mas na pasta e no "tissue" cresceram 56% e 10%, respetivamente.

 

Depois de ter recorrido ao lay-off em junho e julho, envolvendo um total de 1.201 trabalhadores, a Navigator salientou num comunicado à CMVM na que todas as máquinas de papel do grupo encontram-se novamente a laborar e que regista atualmente um nível da entrada de encomendas "próximo do normal para esta época do ano".

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