Cuba reduz tamanho dos jornais devido à escassez de papel
O governo cubano anunciou na semana passada que está a reduzir para metade a dimensão de alguns semanários, bem como o do diário Granma nalguns dias da semana, devido à falta de papel de jornal, que é importado. Também já não está a publicar a edição de sábado do jornal diário da União de Jovens Cubanos, o Juventud Rebelde.
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Esta escassez de papel está assim a obrigar o governo a cortar no tamanho das páginas e na própria circulação, fazendo sobressair o forte aperto de dinheiro no país numa altura em que aumenta a escassez dos bens de primeira necessidade.
Trata-se da primeira vez que Cuba tem de tomar medidas desta natureza desde a Depressão da década de 90 desencadeada pelo desmoronamento da sua antiga aliada União Soviética.
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Atualmente, os cubanos chegam a ter de ficar em filas durante hporas para obterem bens básicos, como ovos e farinha, sempre que estes chegam às prateleiras dos supermercados.
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E a escassez estende-se a outros produtos, como medicamentos, óleos vegetais e carne, uma situação que já dura há alguns meses.
Esta falta de bens de primeira necessidade fez disparar os preços de alguns produtos no mercado negro e nem todos os cubanos conseguem aceder-lhes – uma vez que o salário mínimo no Estado ronda os 30 dólares por mês.
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Cuba anunciou medidas de austeridade há três anos, devido a problemas de liquidez e a uma diminuição das exportações, uma vez que a ajuda de um aliado-chave, a Venezuela, também foi reduzida devido à sua própria crise económica.
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Além do mais, sublinha a Reuters, teve entretanto de se confrontar com um endurecer – sob a Administração de Donald Trump – do embargo comercial dos EUA que dura há décadas. Por outro lado, viu ser posto um ponto final nas exportações de serviços médicos para o Brasil depois da eleição de Jair Bolsonaro como presidente.
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