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Paulo Fernandes: “Os bons projectos lançam-se em altura de crise”

O presidente do grupo Cofina afirma que o lançamento da CMTV era “uma antiga aspiração da Cofina”. Na apresentação da CMTV, Paulo Fernandes afirmou que o adiamento da privatização da RTP representa "um fracasso para o Governo".

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06 de Fevereiro de 2013 às 13:03

Na apresentação do “ADN” da CMTV, o presidente do grupo Cofina (proprietário do Negócios), Paulo Fernandes, defendeu que “os bons projectos lançam-se em altura de crise porque a crise obriga-nos a ser muito realistas, muito rigorosos com os orçamentos”.

A CMTV que vai arrancar em Março, no MEO, e “era uma antiga aspiração da Cofina” pelo que “a sua realização” e “concretização, em parceria com o MEO, faz nos crer que vai ser um grande sucesso”.

“Estamos a apostar nos meios que achamos necessários para concretizar o projecto com um elevado grau de ambição”, afirmou ainda Paulo Fernandes aos jornalistas, após a apresentação do “ADN” da CMTV.

O novo canal, que vai estar em exclusivo no MEO, vai contar com a participação de todas as redacções do grupo, incluindo o Negócios e o Record.

O patrão da Cofina assinalou ainda que, a nova aposta do grupo deve destacar pela diferença em relação aos concorrentes, ou seja, os outros canais do cabo. “Uma televisão que se propusesse a vir fazer mais do mesmo com certeza que não terá sucesso. O nosso estilo de informação é diferente daquilo que fazem outros grupos. Vamos manter essa diferença. Vamos inovar, vamos querer ser mais irreverentes, vamos querer ser mais factuais. E temos uma grande vantagem: não temos nenhum conflito com outros canais do grupo”, acrescentou.

Neste sentido, “somos uma televisão única e que vai viver para ter o máximo de sucesso nas 24 horas do dia”.

Para tornar possível este canal foram contratadas 72 pessoas e segundo, o director do Correio da Manhã, a CMTV “aspira à liderança no cabo” apesar de reconhecer “que será certamente uma guerra difícil”.

Adiamento da privatização da RTP

 

Paulo Fernandes não quis “pronunciar sobre as decisões do Governo” em relação à RTP. Contudo, e “relativamente ao grupo Cofina nunca houve um modelo – um cenário claro sobre o que o Governo pretendia fazer com a RTP”, o que “nunca nos permitiu tomar uma posição de interesse ou de desinteresse”.

Ainda assim, admitiu o presidente da Cofina aos jornalistas que “era um dossiê que olhamos com interesse para saber o que é que poderia sair” e que poderia ser feito em relação à estação pública. “Como nunca saiu nada, não temos nada a comentar em relação aquilo que acho que foi, de qualquer maneira, um fracasso para o Governo”, acrescentou.

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