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Revista Playboy procura comprador

A Playboy Enteprises, empresa que agrega o império criado Hugh Hefner, contratou o Moelis & Company para procurar eventuais compradores. O negócio está avaliado em 500 milhões de dólares (447 milhões de euros).

Bloomberg
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 29 de Março de 2016 às 12:24
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Há 63 anos Hugh Hefner revolucionou o mercado com o lançamento da revista Playboy. Hoje, o império que foi construindo ao longo de décadas pode trocar de mãos em breve.

Depois de ter anunciado que a mansão Playboy em Los Angeles estava à venda, a Playboy Enterprises, empresa que agrega o império criado por Hugh Hefner, também está à procura de compradores. A notícia foi avançada pelo Wall Street Journal e confirmada, entretanto, pelo presidente executivo do grupo, Scott Flanders, à CNN.

Scott Flanders confessou que a ideia de vender a Playboy Enterprises teve origem "no interesse criado à volta da venda da mansão".

A Playboy já contratou um banco de investimento, o Moelis & Company, para avaliar possíveis ofertas pela empresa que estará avaliada em 500 milhões de dólares (447 milhões de euros). Só a mansão da famosa marca das coelhinhas está à venda por 200 milhões dólares (perto de 179 milhões de euros).

A Playboy Enterprises, que é detida pelo fundo de investimento Rizvi Traverse, que controla cerca de dois terços do capital, e pelo fundador Hugh Hefner, é considerada uma das marcas mais valiosas norte-americanas. No entanto, as vendas da revista têm decrescido, uma tendência generalizada no sector dos media.

Enquanto, em 1975, a publicação tinha 5,6 milhões de subscritores, hoje conta cerca de 800 mil, segundo o Washington Post. No ano passado, a empresa anunciou ainda que ia deixar de publicar fotografias de mulheres totalmente nuas. Uma reformulação justificada pelo facto de considerarem que a nudez estar ultrapassada devido à internet.

Apesar da queda das vendas e da reformulação, a marca Playboy continua a vender. "O coelho da Playboy é uma das marcas mais reconhecidas em todo o mundo, e a figura de robe e cachimbo criada pelo Hefner é também uma marca por si só. "Mesmo depois de Hefner morrer, a sua imagem terá muito potencial de negócio", escreveu a Forbes em 2013.

 

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