O Negócios pergunta. Taxa sobre lucros extraordinários da energia faz sentido para maioria dos leitores
O Negócios desafiou os seus leitores a responderem a uma pergunta no canal do WhatsApp sobre a taxa que o Governo pretende aplicar sobre lucros extraordinários de empresas de energia.
Há uma semana, o Negócios perguntou aos leitores sobre a taxa sobre lucros extraordinários de empresas de energia que o Governo quer aplicar. O ministro das Finanças afirmou que Portugal vai avançar com taxas sobre os lucros extraordinários, à semelhança do que aconteceu em 2022 na anterior crise dos preços dos combustíveis.
"Vamos pegar nas medidas tomadas em 2022, calibrá-las, melhorá-las e - a breve trecho - apresentar ao Parlamento uma proposta", disse Joaquim Mirada Sarmento. Essa calibração e melhoria do imposto face ao que já foi aplicado – sem que se conheça o resultado em termos de receita – será feita em conjunto com os outros países signatários da carta que tinha sido enviada no início de abril. O ministro acrescentou que a Comissão Europeia deixou a decisão nas mãos de cada Estado-membro.
O foco do ministro das Finanças está no setor da energia, aquele que tem maior sensibilidade ao comportamento dos mercados globais à luz da instabilidade gerada pelo conflito entre os EUA e Israel contra o Irão.
Na reação, a Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) critica. "Se já era incompreensível antes, no cenário atual é muito mais evidente. "Esta retórica está completamente errada. Não nos parece razoável que o Governo pondere sequer", disse Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da APED, a qual representa 220 empresas, das quais 60 do retalho alimentar.
No canal de WhatsApp do Negócios, a maioria dos leitores concorda com a medida do Governo no cenário atual. Entre as 237 respostas obtidas, 162 inquiridos concordam com a taxa sobre lucros extraordinários do setor energético. Por outro lado, apenas 61 estão em desacordo, sendo que 48 discordam totalmente. Há ainda 14 leitores sem opinião sobre o assunto.
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