Apple pode ser acusada de ter beneficiado de ajudas estatais ilegais na Irlanda
A Apple pode ter um novo motivo para receios. Depois de nos últimos dias terem surgido relatos, nomeadamente, de lacunas na nova versão do sistema operativo IOS, este domingo, 28 de Setembro, o Financial Times escreveu que a tecnológica liderada por Tim Cook (na foto) pode estar envolvida em irregularidades fiscais na Irlanda.
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Segundo a publicação, a Apple vai ser acusada de prosperar através de acordos fiscais ilegais com o Governo irlandês durante mais de vinte anos. Esta acusação poderá ser apresentada ainda esta semana, após a Comissão Europeia revelar detalhes que podem originar que a tecnológica seja alvo de uma coima que pode ascender a milhares de milhões de euros. A empresa de Tim Cook pode ter beneficiado de uma taxa de IRC que rondava os 2%.
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Em declarações a este jornal, Luca Maestri, director financeiro da Apple, assegurou que não foram quebradas leis na Irlanda. "Nunca houve nenhum acordo especial, nunca houve nada que possa ser interpretado como ajuda estatal", afirmou ao Financial Times.
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Em Junho, Bruxelas lançou uma investigação sobre as questões fiscais desta empresa, na Irlanda. Agora, as descobertas preliminares sugerem, segundo a mesma fonte, que a Apple beneficiou de ajudas de Estado ilegais após acordos de bastidores com as autoridades de Dublin.
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Por outro lado, o Irish Times escreve que a Comissão Europeia deverá acusar a Irlanda de ter dado ajudas estatais ilegais a esta empresa norte-americana. Esta terça-feira, 30 de Setembro, Bruxelas vai publicar a carta original que enviou em Junho às autoridades irlandesas, onde detalhava os termos da investigação aos acordos fiscais entre a tecnológica e Dublin, segundo escreve o jornal.
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Ainda que a decisão final sobre estes acordos possa demorar cerca de um mês, as fontes comunitárias deste jornal irlandês apontam que a Comissão deverá deliberar contra a Irlanda. As instâncias europeias decidiram desencadear uma investigação aos acordos entre as autoridades irlandesas e a Apple como parte de uma estratégia ampla que visa travar a evasão fiscal das multinacionais.
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