Astronautas ajudam a acabar com o "cheiro a fritos"

Um método testado na Estação Espacial Internacional, com recurso a plasma frio, permite eliminar os odores das frituras.
Bloomberg
04 de Dezembro de 2016 às 10:00

Quem vive por cima de restaurantes de ‘fast-food’ pode em breve agradecer aos astronautas por resolverem o eterno problema do cheiro a fritos, refere a CBC. Com efeito, um novo método desenvolvido por investigadores alemães e testado na Estação Espacial Internacional, está a revelar-se eficaz na eliminação das moléculas de maus odores dos exaustores de cozinha que se produzem durante o processo de fritura.

 

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Normalmente, essas moléculas são capturadas por dispendiosos exaustores comerciais que recorrem a químicos que produzem ozono e que podem ser prejudiciais à saúde. Com este novo processo, explica a CBC citando um comunicado da Agência Espacial Europeia [que financiou a investigação relativa a esta inovação], usa-se plasma frio para erradicar essas moléculas de mau cheiro.

 

O plasma forma-se normalmente através do gás quente, mas o Instituto Max Planck de Física Extraterrena, na Alemanha, desenvolveu uma forma de criar plasma frio à temperatura ambiente. E é seguro tocar-lhe, pelo que se torna atractivo para uma variedade de utilizações, incluindo no sector da restauração, destaca a CBC.

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Os astronautas russos têm vindo a testar plasmas frios desde 2001, segundo a mesma fonte. E o professor Gregor Morfill, que é também CEO de uma empresa chamada Terraplasma, tem estado a desenvolver com a sua equipa as primeiras experiências na Estação Espacial Internacional.

 

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Morfill apresentou esta tecnologia do plasma frio à Blümchen, fabricante alemã de frigideiras, que está agora a trabalhar no sentido de incorporar esta matéria nos exaustores industriais.

 

E como funciona? O sistema gera plasma frio ao desencadear uma descarga eléctrica no ar entre um eléctrodo de barra posicionado no centro de um eléctrodo cilíndrico. É então usado um campo magnético para fazer mover rapidamente esta descarga, propagando-a para produzir um disco de plasma. O ar viciado decorrente do processo de fritura passa então pelo disco para ser limpo, explica a CBC.

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Alejandro Maranjoni, professor na Universidade de Guelph e investigador canadiano na área das ciências alimentares, mostra-se entusiasmado. "Quem imaginaria que poderíamos usar plasma frio para eliminar maus cheiros das frigideiras? Esta notícia serve também para lembrar como é importante continuar a financiar a investigação espacial", afirmou Maranjoni àquela rede pública de rádio e televisão do Canadá.

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