Portuguesa angaria 2,7 milhões em Lisboa para operar desde o primeiro dia nos EUA
Catarina Kemper, que frequentou a Escola Alemã de Lisboa e formou-se em Gestão no ISEG, esteve na Deloitte, onde trabalhou em projetos de inovação digital, até que teve o seu momento “eureka”: Nas vésperas do último Natal, lançou a Chrono Health, que pretende revolucionar a gestão de saúde.
Trata-se de uma plataforma que nasce com a visão de centralizar toda a informação de saúde do paciente num único sistema, garantindo que qualquer utilizador consegue aceder aos seus dados, históricos clínicos e informação biológica ao longo da vida, independentemente de prestadores, exames ou momentos de cuidado.
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Após ter conseguido um financiamento de 1,6 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), acaba de fechar uma ronda “pre-seed” de 2,7 milhões de euros, com o objetivo de “operar desde o primeiro dia no mercado dos Estados Unidos”.
Com escritório em Lisboa, a Chrono Health avança que está a construir “uma plataforma de saúde desenhada de raiz para responder à complexidade, escala e fragmentação do sistema norte-americano, um dos maiores e mais desafiantes mercados de ‘healthtech’ do mundo”, sublinha, em comunicado.
Num sistema onde os dados continuam dispersos por hospitais, seguradoras e plataformas, a Chrono Health posiciona-se como “uma camada de ‘health intelligence’ centrada no paciente, devolvendo o controlo da informação a quem mais importa e criando as bases para uma medicina verdadeiramente preventiva, personalizada e contínua”, enfatiza a startup.
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O plano de internacionalização passa por “uma entrada direta nos Estados Unidos, com foco inicial em validação de produto, parcerias estratégicas e adoção junto de utilizadores que exigem maior transparência, interoperabilidade e controlo sobre os seus dados de saúde”.
"A Chrono Health está a atacar um problema estrutural do sistema de saúde americano: A fragmentação da informação e a ausência de uma visão longitudinal do paciente. Vemos uma equipa a construir com ambição global e uma proposta clara para o mercado dos Estados Unidos”, afirma Diogo Moreira-Rato, membro do “board” Member da “private equity” portuguesa 3xP Global, a gestora de ativos vocacionada para investimentos de impacto social e de sustentabilidade que liderou a ronda de investimento.
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Para Catarina Kemper, fundadora e CEO da Chrono Health, a decisão de ter os Estados Unidos como mercado de referência foi estratégica desde o início.
“Escolhemos Lisboa como base de talento e construção, mas os Estados Unidos como mercado de referência. É onde o problema é maior, onde a exigência é mais alta e onde uma solução centrada no paciente pode gerar impacto real à escala,"”, explica Catarina Kemper.
Com este investimento, a Chrono Health “acelera o desenvolvimento da sua plataforma, reforça a equipa e consolida a sua operação nos Estados Unidos, afirmando-se como uma startup europeia”, liderada por uma “female founder”, a construir para “vencer no mercado mais competitivo da ‘healthtech’ global”.
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