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Alibaba vai acelerar investimento em IA nos próximos três anos

Tecnológica chinesa não quer perder para as suas concorrentes e vai aproveitar os últimos resultados, com os lucros e receitas a dispararem, para dar impulso ao investimento em Inteligência Artificial.

Bloomberg
20 de Fevereiro de 2025 às 19:47

A tecnológica chinesa Alibaba prepara-se para fazer um forte investimento em Inteligência Artificial (IA), de forma a impulsionar os seus negócios core de comércio eletrónico e de computação na cloud.

O CEO da Alibaba, Eddie Wu, admitiu que a IA é "o tipo de oportunidade para transformar a indústria que só acontece uma vez em décadas". Por isso mesmo, e sem avançar um valor específico, Wu assegurou que o investimento da tecnológica em IA e computação nos próximos três anos será superior ao montante investido na última década. 

A Alibaba registou o mais rápido crescimento de receitas em mais de um ano, reportando vendas de 36,8 mil milhões de euros e lucros de 6,4 mil milhões de euros no terceiro trimestre fiscal de 2024, que decorre entre outubro e dezembro, significando uma subida de 239% em termos anuais.

As receitas do segmento de cloud subiram 13%, empurrando o investimento para este foco. "Olhando para o futuro, o crescimento das receitas do Cloud Intelligence Group impulsionadas pela IA vão continuar a acelerar", vincou Eddie Wu. 

Já a aposta no comércio eletrónico vem no seguimento da expansão da AliExpress, que voltou a ganhar ímpeto após o forte crescimento das aplicações chinesas rivais Temu e Shein. As vendas da AliExpress cresceram 32% até aos 4,9 mil milhões de euros, também impulsionadas pela quebra nas vendas do e-commerce doméstico.

A Alibaba tem investido, nos últimos meses, em startups chinesas de IA, nomeadamente a Moonshot e a 01.ai, de forma a ganhar alguma alavancagem perante rivais como ByteDance, dona do TikTok, e da Baidu. O grupo teme ficar para trás no investimento à IA, num momento em que a Huawei se mantém forte. 

Alibaba colhe frutos 

A tecnológica de origem chinesa tem conseguido atrair investidores para os seus negócios, uma vez que tem reforçado esforços em IA. E os frutos colhem-se nos mercados, com as ações da Alibaba a subirem mais de 40% desde janeiro. 

"No que refere a estratégia de IA... pretendemos continuar a desenvolver modelos que amplifiquem os limites da inteligência", adiantou Wu. Sem limites definidos para atingir, o CEO da Alibaba acredita que a IA pode vir a substituir 50% do PIB global" com a sua influência. 

A Alibaba aproveitou uma lacuna no mercado, tendo feito uma parceria com Apple para equipar os iPhones vendidos na China com soluções de IA próprias. Este movimento pretende inverter a curva descendente das vendas da Apple no mercado chinês e colocar a Alibaba à frente do concorrente DeepSeek, que tem encontrado sucesso com o mais recente chatbot.

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