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Apple pode repatriar quase 4.500 milhões de euros em 2017

A Apple pode vir a repatriar quase 4.500 milhões de euros no próximo ano. A sugestão foi dada pelo líder da empresa e surge depois de a Comissão Europeia ter deliberado que a Apple deve pagar 13 mil milhões de euros em impostos.

1 - Apple – A insígnia da empresa da maçã está avaliada em 135,1 mil milhões de euros.
REUTERS
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 02 de Setembro de 2016 às 11:23
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A Apple pode fazer regressar aos Estados Unidos da América cinco mil milhões de dólares, perto de 4.500 milhões de euros, no próximo ano. A notícia não é oficial, mas Tim Cook sugeriu o repatriamento de dinheiro numa entrevista a uma rádio irlandesa, segundo a Bloomberg.

Ontem, o líder da Apple deu várias entrevistas à imprensa irlandesa, algo que teve lugar depois de a Comissão Europeia ter decido que a Irlanda terá de recuperar os impostos não pagos pela empresa da maçã que ascendem até 13 mil milhões de euros. Numa dessas entrevistas, Cook disse que "adora" ver Dublin a lança um apelo contra a deliberação de Bruxelas. "Acho que vamos trabalhar em estreita colaboração, dado que temos a mesma motivação.

Ninguém fez nada de errado e temos de nos manter unidos", assumiu. Rejeitando a afirmação da comissária europeia da concorrência, Margrethe Vestager, que a Apple apenas pagou 0,005% em impostos na Irlanda em 2014, Tim Cook disse tratar-se de uma "completa treta política".


"Eles apenas escolheram um número não sei de onde. Num ano em que a Comissão diz que pagamos esse número, na verdade pagamos 400 milhões de dólares. Acreditamos que isso faz de nós o maior contribuinte da Irlanda nesse ano", sustentou.

Há dias foi noticiado que a Apple vai expandir as suas instalações em Hollyhill, na região de Cork, na Irlanda. Este aumento das infraestruturas, que vai ocorrer através da construção de um edifício, vai permitir a criação de mais mil postos de trabalho nos próximos 18 meses. Uma estratégia que Cook assegurou que é para manter.


"Em conjunto, a Irlanda e a Apple estão a prosperar e é assim que olho para esta relação. É um casamento de 37 anos e, como qualquer outro casamento, enfrentamos aqui um buraco e é por isso que temos de nos manter juntos", afirmou Tim Cook em entrevista a outro órgão de comunicação irlandês, a estação RTE.


O líder da tecnológica norte-americana disse ainda, citado pela Bloomberg, que a decisão de Bruxelas é "desapontante" mas "tem fé que o desfecho certo vá ocorrer".

Esta semana, e depois de ser conhecida a decisão de Bruxelas, os Estados Unidos da América lançaram críticas à Comissão Europeia. A Reuters adianta que o Tesouro e políticos norte-americanos consideraram que esta abordagem de Bruxelas tem como alvo empresas americanas. Além disso, esta abordagem desvia-se das práticas aceites em termos internacionais e ameaça o investimento norte-americano na Europa. 

Entretanto, e segundo o Irish Times, o Governo irlandês reúne-se novamente esta sexta-feira para deliberar como é que Dublin vai responder à deliberação de Bruxelas.

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