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Brexit e pandemia reforçam aposta do Reino Unido na Web Summit

O embaixador britânico em Portugal fala da promoção como destino para startups tecnológicas, assegurando as mesmas condições de financiamento, logísticas, infraestruturas e ecossistema empreendedor após a saída da União Europeia.

Sérgio Lemos
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 28 de Novembro de 2020 às 09:00
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Com o setor digital a pesar cerca de 176 mil milhões de euros por ano na economia, o Reino Unido vai voltar a promover-se na Web Summit como "um ótimo destino para empresas e start-ups que desejem desenvolver as suas atividades neste setor, aproveitando as muitas vantagens que oferece".

 

Em entrevista ao Negócios, o embaixador britânico em Portugal, Chris Sainty, admite que "é sempre difícil medir em termos precisos o impacto financeiro" do evento, mas diz ter a certeza de que nos últimos anos já levou muitas empresas a instalarem-se no Reino Unido após passarem pela mega conferência que tem sido realizada em Lisboa, confiando "este ano conseguir o mesmo".

 

Entre as atividades preparadas para esta edição, que se realiza de 2 a 4 de dezembro apenas num formato digital, destaca uma mesa redonda sobre investimento naquele território, uma "masterclass" sobre tecnologia e sustentabilidade, e uma sala de conferências virtual para conversas informais com oradores britânicos. "Sempre com o objetivo de chamar a atenção para o Reino Unido como um centro de excelência e de inovação neste mundo da tecnologia", acrescenta.

 

É claro que há desafios específicos em 2020 que podem ter um impacto sobre o investimento. Chris Sainty, embaixador britânico em Portugal

 

Essa chamada de atenção é mais forte este ano por causa da situação política e sanitária? "É claro que há desafios específicos em 2020 que podem ter um impacto sobre o investimento. Principalmente a pandemia porque quanto ao Brexit, ainda em negociações de última hora por um acordo, todas as condições favoráveis continuarão a existir depois do fim do período de transição", responde o diplomata, elencando a disponibilidade de financiamento, o apoio logístico, as boas infraestruturas e as "excelentes redes de empresas, organizações e parceiros com muita experiência nesta área".

 

"Algumas pessoas ficam sempre surpreendidas pelo facto de o Reino Unido ter continuado a ser o principal destino europeu para o investimento direto estrangeiro nos últimos quatro anos, após a nossa decisão de sair da União Europeia. Mas parece que o apelo do Reino Unido, pelo menos neste setor tecnológico, não depende da nossa adesão ou não adesão à União Europeia", conclui Chris Sainty.

Dos 11 milhões aos cortes virtuais

 

Em 2018, o Governo, a Câmara Municipal de Lisboa e a Connected Intelligence Limited assinaram um contrato relativo à organização do evento internacional Web Summit em Portugal no período entre 2019 e 2028, prevendo investimentos anuais de 11 milhões de euros, dos quais três milhões do orçamento municipal e os restantes oito milhões assegurados pela administração central.

 

Esta semana, o presidente da autaquia lisboeta, Fernando Medina, disse que a realização online da edição deste ano significará uma "redução significativa" de encargos para o município. Escusou-se a quantificar qual será a diminuição da despesa, apontando apenas que estão em causa "várias rubricas" relacionadas com as instalações do Altice Arena, com o policiamento ou com a limpeza do espaço público.

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