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CNBC: Twitter pode receber oferta de compra "muito em breve"

As acções da tecnológica seguem a disparar quase 18%, após a informação avançada pela CNBC de que a empresa pode receber "muito em breve" uma oferta formal de compra.

Jack Dorsey Recode twitter
Bloomberg
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 23 de Setembro de 2016 às 15:06
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A rede social de micromensagens está a escalar esta sexta-feira em bolsa, devido à notícia de que terá recebido "manifestações de interesse" por parte de várias empresas tecnológicas e de media, podendo receber "muito em breve" uma oferta formal de compra.

 

As acções seguem a disparar 17,82% para 21,94 dólares no mercado nova-iorquino.

 

Entre os potenciais compradores da tecnológica liderada por Jack Dorsey (na foto) estão, segundo a CNBC, a Google [detida agora a 100% pela Alphabet, que a substituiu em bolsa, no âmbito da nova estrutura operacional anunciada a 10 de Agosto do ano passado] e a Salesforce.

Segundo fontes próximas da empresa, o conselho de administração da rede social está desejoso de conseguir um bom acordo, mas não está ainda iminente uma venda, podendo esta vir a materializar-se em finais do ano.

 

Os potenciais compradores estão sobretudo interessados nos dados que o Twitter gera enquanto empresa também ligada ao sector dos media.

 

A rede social tinha estado a perder terreno em bolsa, penalizada pela revisão em baixa da recomendação para as suas acções – de ‘market perform’ para ‘underperform’ [de desempenho ao nível do mercado para performance abaixo da média do mercado] – por parte do analista Mark Mahaney da RBC.

 

Entretanto, com esta notícia de uma possível venda, avançada pela CNBC, o movimento inverteu-se e as acções estão agora a escalar posições.

À medida que rivais como o Instagram do Facebook e o Snapchat ganham balanço junto dos anunciantes e dos utilizadores de redes sociais, os investidores têm-se questionado sobre quanto tempo é que o Twitter conseguirá manter-se como uma empresa autónoma, recorda a Reuters.

 

O seu co-fundador Jack Dorseu regressou à empresa em 2015, como presidente executivo, mas os seus planos para a revitalizar não têm surtido os resultados desejados.

 

No passado dia 26 de Julho, a companhia anunciou que as receitas no segundo trimestre do ano ascenderam a 602 milhões de dólares, um aumento de 20% face ao mesmo período do ano passado (502,4 milhões), mas, ainda assim, um resultado inferior ao valor médio estimado pelos analistas: 607 milhões de dólares.

 

Para o terceiro trimestre, a tecnológica previu um volume de negócios também aquém das estimativas do consenso de mercado (entre 590 e 610 milhões, quando a projecção média dos analistas é de 681 milhões).

Como tudo começou
O primeiro tweet foi escrito por Jack Dorsey, a 21 de Março de 2006. Esta rede teve uma forte popularidade desde o seu nascimento. Começou por ser um projecto de investigação e desenvolvimento dentro da Obvious, uma pequena "start-up" de São Francisco – sendo que o nome original do produto era twttr, inspirado numa outra rede social, a Flickr.

Inicialmente, o Twitter funcionava apenas internamente, na rede da Obvious, mas em Outubro de 2006 foi oficialmente lançado ao público.

 

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