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“É um momento de vida ou morte” para a Huawei, alerta fundador

O fundador da Huawei, Ren Zhengfei, escreveu um comunicado interno onde admite que a empresa está a passar por um período muito sensível. E deixa recados aos funcionários: aqueles que não conseguirem ter um papel na empresa verão o seu salário ser cortado a cada três meses.

Bloomberg
Negócios jng@negocios.pt 20 de Agosto de 2019 às 18:06
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O momento é de "vida ou morte" para a Huawei, assume o fundador da tecnológica numa carta interna, onde salienta que os empregados com funções redundantes das duas uma: ou exploram novas soluções e têm possibilidade de prosperar dentro da empresa ou vão sentir cortes no salário de três em três meses.

 

O fundador da Huawei salientou, no comunicado interno, que os funcionários com funções redundantes precisam de encontrar uma forma de serem úteis. "Ou formam um ‘esquadrão de comando’ para explorar novos projetos – e caso o façam podem ser promovidos na empresa se tiverem sucesso", escreveu, acrescentando: "ou podem encontrar emprego internamente. Se falharem em desempenhar um papel, os seus salários serão cortados a cada três meses".

 

Esta é a principal mensagem de Ren Zhengfei na carta enviada aos funcionários, meses depois de a guerra à Huawei, por parte dos EUA, ter começado. Em maio, a administração Trump considerou que a tecnológica representa uma ameaça à segurança nacional e baniram o grupo empresarial dos Estados Unidos. Uma decisão que fomentou duras críticas das empresas americanas, que alegaram ter com a tecnológica chinesa negócios que não podiam ser quebrados de forma imediata.

 

Os EUA decidiram então dar algumas isenções temporárias, permitindo que determinadas empresas norte-americanas continuassem a ter relações comerciais com a Huawei durante 90 dias. Este período foi, entretanto, prolongado por mais 90 dias.  

 

Os negócios da Huawei têm sido afetados por estas restrições. Na altura, a Huawei revelou estar à espera de quebras entre 40% e 60% nas encomendas internacionais dos seus smartphones, antecipando quebras nas vendas na ordem dos 60 milhões de telefones este ano devido às imposições americanas.

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