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EUA querem restringir exportações de "chips" para a China

É mais um golpe para as tecnológicas da China que dependem de produtos norte-americanos. A intenção do governo de Biden é "manter as tecnologias avançadas fora das mãos erradas".

Rui Minderico
Diogo Mendo Fernandes diogofernandes@negocios.pt 12 de Setembro de 2022 às 11:44
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A administração de Joe Biden está a preparar novas restrições às exportações de "chips" por parte dos Estados Unidos para a China, revela a Reuters, citando fontes próximas da matéria.

A guerra tecnológica com a China tem-se vindo a acentuar, com o Departamento do Comércio norte-americano prestes a publicar nova regulação relativa às exportações de material usado para inteligência artificial, bem como fabrico de "chips", garante a agência.

O departamento já tinha enviado cartas a três empresas dos EUA, a KLA, a Lam Research e a Applied Materials, revelando esta intenção, que deverá agora ser posta em prática. Em causa está a proibição de exportar equipamento de produção de "chips" a fábricas chinesas de semicondutores avançados, particularmente com 14 nm (nanómetros).

Deverá ainda ser regulamentado o fim das exportações para a China por parte da Nvidia e AMD (Advanced Micro Devices) de vários "chips" de inteligência artificial, caso não sejam obtidas licenças junto do Departamento do Comércio.

Esta medida deverá dificultar a capacidade das empresas chinesas de realizarem mais avanços tecnológicos. O Departamento do Comércio revela que o objetivo é "manter as tecnologias avançadas fora das mãos erradas".

Ao mesmo tempo, segundo indica a Reuters, poderão também ser aplicadas medidas para restringir a exportação de equipamentos que contenham estes "chips" mais avançados, tais como centros de dados, que são fabricados por empresas como a Dell, HP (Hewlett-Packard) ou a Super Micro Computer.

Um porta-voz do Departamento reiterou que "está a ser adotada uma abordagem abrangente para implementar medidas adicionais para proteger a segurança nacional dos Estados Unidos e os interesses de política externa", incluindo impedir a China de adquirir tecnologia norte-americana que possa ser modernizada para uso militar.

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