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Guimarães vai ser o berço da primeira fábrica de satélites óticos em Portugal

A autarquia revogou o contrato de comodato celebrado no ano passado e aprovou a nova cedência do edifício da Fábrica do Alto ao CEiiA - Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA), para a instalação de uma unidade de produção e teste de satélites óticos.

Castelo de Guimarães
Castelo de Guimarães Paulo Duarte
18:54

Volte-face no processo de requalificação da antiga fábrica têxtil João Ribeiro da Cunha (Fábrica do Alto), criada em 1928, em Guimarães.

Há meia dúzia de meses, a Câmara de Guimarães tinha assinado um contrato de comodato do imóvel com entidades participadas da Universidade do Minho - Associação Laboratório Colaborativo em Transformação Digital (DTx), Centro de Computação Gráfica (CCG), Polo de Inovação em Engenharia de Polímeros (PIEP) e Centro para a Valorização de Resíduos (CVR) -, com vista à instalação da denominada Plataforma Digital do Futuro.

30 de março de 2026: a Câmara de Guimarães aprovou “a revogação do contrato de comodato celebrado em 2025 e a nova cedência do edifício da Fábrica do Alto ao CEiiA - Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto, para instalação de uma unidade de produção e teste de satélites óticos”, avança a autarquia vimaranense, em comunicado.

“É uma grande oportunidade para Guimarães se afirmar na economia do espaço”, afirmou o presidente da autarquia, Ricardo Araújo, no final da reunião do executivo municipal.

O contrato de comodato com o CEiiA é válido por 25 anos, sendo automaticamente renovado por períodos de um ano, com as obras de adaptação, reabilitação e conservação a cargo da instituição sediada em Matosinhos.

De acordo com a Câmara de Guimarães, a decisão “enquadra-se na estratégia municipal de desenvolvimento do setor aeroespacial no concelho, sustentada no investimento público e na articulação com parceiros como a Universidade do Minho e o CEiiA, no âmbito do Guimarães Space Hub”.

“Estamos a falar de um investimento determinante para o futuro de Guimarães, que completa uma estratégia assente em três pilares: formação avançada, investigação e industrialização”, sublinhou o autarca, acrescentando que “em poucos meses foi possível identificar esta oportunidade, mobilizar parceiros e criar as condições para a sua concretização”.

Segundo a mesma fonte, o novo projeto representa “um passo decisivo na afirmação de Guimarães como território de referência na economia do espaço, criando condições para a atração de empresas e investimento em áreas tecnológicas de elevado valor acrescentado, contribuindo para o surgimento de uma nova centralidade industrial associada ao setor aeroespacial”.

Para Ricardo Araújo, trata-se de um investimento “com impacto não apenas em Guimarães e em Pevidém, mas também no país, pela sua ligação a setores de tecnologia avançada e cadeias de valor internacionais”.

“Estamos a trabalhar afincadamente para que este projeto se concretize no curto prazo, sendo uma excelente notícia para o concelho”, remata o autarca.

A autarquia vimaranense enfatiza que o CEiiA é uma “entidade de referência nacional nas áreas da engenharia e inovação”, que “tem vindo a afirmar-se como um dos principais atores da economia do espaço em Portugal, com participação em programas espaciais europeus e no desenvolvimento de satélites de observação da Terra”.

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