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Huawei já só espera que as restrições dos EUA "custem" 10 mil milhões

A fabricante chinesa reviu em baixa o impacto que as restrições impostas pelos EUA possam ter nas suas receitas anuais do segmento móvel.

EPA
Negócios 23 de Agosto de 2019 às 11:20
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A Huawei acredita que o impacto das restrições dos Estados Unidos vai ser menor do que o esperado, mas continua à procura de alternativas para substituir os principais fornecedores norte-americanos, conta a Bloomberg.

O vice-presidente da empresa chinesa, Eric Xu, revelou esta sexta-feira que as medidas avançadas por Donald Trump vão ter um impacto de 10 mil milhões de dólares (cerca de 9 mil milhões de euros) nas receitas anuais do segmento de dispositivos móveis. Ou seja, o impacto será menor face aos 30 mil milhões de dólares inicialmente previstos.

O responsável da Huawei garantiu ainda que continuam à procura de alternativas para responder às sanções aplicadas pelos EUA. Um desses passos foi dado já no início do mês com a apresentação do sistema operativo próprio - o HarmonyOS – que poderá vir a substituir o Android (da Google).

Esta semana o Governo norte-americano decidiu prolongar por 90 dias as isenções que permitem ao grupo chinês de telecomunicações Huawei continuar a fazer negócios nos Estados Unidos.

A administração de Trump considerou em maio que a Huawei constitui uma ameaça à segurança nacional e disseram que queriam banir o grupo dos Estados Unidos, mas acabaram por conceder isenções temporárias a determinadas empresas norte-americanas que negoceiam com o grupo chinês, permitindo-lhes vender alguns produtos ou mudarem de fornecedores.

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