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Mercado de luxo vai resistir à recessão e procura chinesa regressa "no próximo ano", prevê CEO da Farfetch

A venda de produtos de luxo deve mostrar-se resiliente em caso de recessão, com a procura chinesa a regressar no próximo ano. A antecipação é do português José Neves, CEO da Farfetch.

Fábio Carvalho da Silva fabiosilva@negocios.pt 28 de Setembro de 2022 às 17:22
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A venda de produtos de luxo deve mostrar-se resiliente em caso de uma recessão, com a procura chinesa a regressar no próximo ano. A antecipação é do português José Neves, CEO da Farfetch.

 

"É uma indústria muito resiliente", considera José Neves, citado pela Bloomberg. Para o CEO o cenário será muito similar ao que aconteceu durante a pandemia, com um salto na procura depois de uma queda inicial. "Se houver uma recessão acontecerá o mesmo", acrescentou durante o Technology Summit da agência norte-americana, em Londres.

 

O gestor antecipou ainda que é expectável que a procura chinesa – que reduziu com os vários confinamentos no país para combater a nova vaga de covid-19- "volte no próximo ano".

 

Por norma o segmento de luxo é menos sensível a crises económicas, já que o pequeno grupo de pessoas com capacidade para os comprar se mantém fiel ao mercado. Ainda assim, ter sucesso neste mercado não é fácil devido à intensa concorrência. No segundo trimestre, o lucro da Farfetch encolheu 23% em termos homólogos para 67,7 milhões de dólares.

 

Já em bolsa, os títulos já desvalorizaram 76% desde o início do ano. A compra de 47,5% do capital da empresa de "e-commerce" de roupa YNAP à empresa de luxo Richemont, que chegou a levar as ações a escalarem 20% numa só sessão não foi suficiente para inverter a tendência negativa.

 

Ainda assim, José Neves mantém-se otimista. O gestor afirmou que as margens do negócio estão a aumentar à medida que os "players" deste mercado sobrem os preços dos produtos para combater a inflação.

 

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