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Startup japonesa capta 28 milhões para missão à lua

A ispace, startup com sede em Tóquio, levantou 28 milhões de dólares junto de investidores japoneses para ajudar a financiar a sua primeira missão à lua.

Bloomberg 22 de Agosto de 2020 às 19:00
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A ronda de financiamento foi liderada por um veículo de investimento gerido pelo Incubate Fund, que conta também com a participação do Space Frontier Fund, Takasago Thermal Engineering e Mitsui Sumitomo Insurance, segundo o comunicado divulgado pela ispace esta semana. Com isso, o montante total levantado pela empresa subiu para cerca de 125 milhões de dólares.

A ispace foi fundada há uma década para disputar o Lunar XPrize do Google, um prémio de 20 milhões de dólares para a primeira equipa com financiamento privado que conseguisse pousar na lua, percorrer 500 metros e transmitir a missão em vídeo de alta definição para a Terra.

A competição terminou sem um vencedor em 2018, mas várias equipas persistiram, apostando que o aumento dos gastos governamentais com missões lunares e a queda do custo de atingir a órbita poderiam sustentar um pequeno segmento de aspirantes a exploradores espaciais.

A ispace autodenomina-se como a versão lunar da FedEx e pretende ganhar dinheiro a fazer o transporte de equipamento científico e bens comerciais para a lua.

A companhia planeia realizar a sua primeira missão à lua em 2022 e uma segunda missão no ano seguinte para explorar a superfície da lua com um veículo. Os dados de imagem, telemetria e ambientais recolhidos durante essas duas viagens ajudarão a empresa a lançar uma plataforma para ajudar clientes no planeamento das suas próprias missões.

"Esse novo investimento e lançamento do nosso novo conceito de oferta de dados lunares não apoiarão apenas o desenvolvimento constante do negócio da ispace, como também provarão que a ispace poderá liderar o desenvolvimento da economia lunar, a nível global, aumentando a presença da humanidade no espaço e criando um mundo mais sustentável", afirmou o fundador Takeshi Hakamada no comunicado.

 

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