Aumento de capital: Pharol quer emitir 953 milhões de acções com valor unitário de 3 cêntimos

A Pharol, que convocou os seus accionistas para uma assembleia geral a 7 de Setembro com o intuito de aprovar um aumento de capital para poder acorrer à segunda fase de recapitalização da operadora brasileira Oi, pretende emitir até 952,9 milhões de novas acções para o efeito.
Jornal de Negócios
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Carla Pedro, Pedro Curvelo 16 de agosto de 2018 às 22:27

Ao final da tarde desta quinta-feira, 16 de Agosto, a administração da Pharol anunciou que pretende acorrer ao aumento de capital da operadora brasileira Oi. Nesse sentido, os accionistas da empresa liderada por Palha da Silva (na foto) decidem a 7 de Setembro a aprovação de um aumento de capital da Pharol para mais do dobro, por forma a poderem participar na injecção de dinheiro na empresa brasileira.

De acordo com a convocatória, os accionistas da Pharol vão deliberar sobre um aumento de capital dos actuais 26,89 milhões de euros para até 55,48 milhões, "conforme necessário para acorrer ao aumento do capital social da Oi". 

Agora, num novo comunicado à CMVM, a Pharol pormenorizou a forma como pretende avançar com esse aumento de capital, caso seja aprovado.

A Pharol propõe assim que o referido aumento de capital da empresa, na modalidade de novas entradas em dinheiro, seja realizado através da emissão de até 952.901.737 novas acções, ordinárias, escriturais e nominativas, com o valor nominal unitário de 3 cêntimos de euro reservadas à subscrição preferencial dos accionistas.

O valor de realização em dinheiro será aquele que vier a ser determinado pelo Conselho de Administração, de acordo com as condições de mercado prevalecentes no momento da sua determinação e consoante se revele necessário para permitir a participação da sociedade no aumento de capital da Oi, o qual igualmente deliberará sobre os direitos de subscrição a atribuir a cada accionista em função das acções detidas, acrescenta.

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Do aumento de capital resultará um ágio correspondente à diferença entre o valor nominal das acções e o valor de subscrição que vier a ser determinado.

Assim, a Pharol propõe que "o preço de subscrição seja de entre 0,0735 e até 0,1576 euros por cada nova acção, o qual inclui um ágio entre 0,0435 e até 0,1276 euros, a definir em função das condições de mercado prevalecente no momento da sua determinação".

"No caso de ao número de acções subscritas não corresponder um número inteiro de cêntimos será feito arredondamento por excesso para o cêntimo imediatamente superior, e a diferença constituirá também ágio da emissão", acrescenta.

Quanto ao prazo de realização, a empresa diz que "as entradas deverão ser integralmente realizadas em numerário no momento da subscrição, em datas a anunciar oportunamente, devendo assegurar-se igualmente o pagamento do valor respeitante aos eventuais pedidos de subscrição adicional".

Os destinatários são os accionistas da Pharol (havendo limitações aplicáveis a accionistas residentes nos Estados Unidos da América e titulares de American Depositary Receipts da sociedade), no exercício dos respectivos direitos de preferência ou investidores que adquiram os direitos de subscrição no mercado de balcão ou no Mercado Regulamentado Euronext Lisbon.

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Segundo aumento de capital da Oi no âmbito da sua recuperação

A Pharol detinha uma participação de 22% na Oi, mas essa posição baixou para 7,6% após a empresa ter decidido não participar na recapitalização da operadora brasileira através da conversão de dívida em acções, primeira etapa dos dois aumentos de capital previstos no âmbito do plano de recuperação judicial da empresa de telecomunicações brasileira. 

O segundo aumento será feito por injecção de dinheiro e a Oi tem planeado angariar 4 mil milhões de reais (904 milhões de euros). A operação, aprovada pelos accionistas e pela justiça brasileira, deve ficar concluída até ao final do ano. 


(notícia actualizada às 22:54)

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