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Mais de um terço dos portugueses utiliza serviços de mensagens instantâneas

Tráfego de mensagens escritas tradicionais caiu 10,6% no terceiro trimestre. Já os serviços como o WhatsApp, Viber ou Messenger estão a ganhar cada vez mais espaço no mercado nacional. A Nos ganhou quota ao Meo e Vodafone.

Bloomberg
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 14 de Dezembro de 2015 às 13:34
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Nos últimos anos o tráfego de mensagens escritas tradicionais tem vindo a cair, dado lugar ao crescimento de serviços de mensagens instantâneas via internet, como o WhasApp, Viber ou Messenger.

De acordo com os dados da Anacom relativos ao terceiro trimestre deste ano, os utilizadores do serviço de mensagens escritas (SMS) enviaram menos 10,6% mensagens face ao período homólogo.

O número médio mensal de SMS enviadas por utilizador deste serviço foi de 237, um número que compara com os 267 registados no mesmo período do ano passado, e representa cerca de oito mensagens por dia.

"O decréscimo do tráfego de mensagens escritas que se tem vindo a registar nos últimos anos deve-se, sobretudo, ao aparecimento de formas de comunicação alternativas", como explica a entidade liderada por Fátima Barros no documento divulgado esta segunda-feira, 14 de Dezembro.

De acordo com o Barómetro de Telecomunicações da Marktest, cerca de 37% dos utilizadores de telemóvel com 10 ou mais anos utiliza os serviços "instant messaging". Um número que representa um grande salto face aos 25,3% registados no ano passado e aos 11,7% no início de 2013.

"Surgiram igualmente tarifários com tráfego de dados incluído que poderão eventualmente potenciar a migração de utilizadores do serviço SMS para o serviço de acesso à internet. Da mesma forma, os novos tarifários de serviços de voz (já mencionados) podem estar a contribuir para a redução da utilização de SMS", sublinha a Anacom.

No total, no final de Setembro havia 16,7 milhões de cartões SIM activos, dos quais dos quais 12,8 milhões (76,5% do total) foram efectivamente utilizados, detalha o regulador.

Em termos de penetração do serviço móvel, "ascendeu a 161,4 por 100 habitantes. Se reduzirmos o âmbito aos cartões com utilização efectiva foi de 123,5 por 100 habitantes".

De acordo com os dados da Anacom continuou a registar-se a migração de assinantes de planos pré-pagos para os planos combinados e para os planos pós-pagos, "nomeadamente aqueles que se encontram associados a ofertas multiple play que integram serviços fixos e o serviço telefónico móvel".

Nos aumenta quota

No seguimento desta evolução, no final de Setembro a proporção de assinantes pré-pagos atingiu 51,7%, menos 8,1 pontos percentuais que há um ano. Em Março de 2005, os pré-pagos representavam 81% do total, o valor mais elevado de sempre.

No que toca aos operadores, a Meo continua a ter a maior fatia de clientes 44,3% dos cartões de telemóvel activos, apesar de ter registado uma queda face à quota de 44,6% registada no mesmo período do ano passado.

A Vodafone fechou o trimestre com 33,5% de quota, uma diminuição face aos 36,4%registados no final de Setembro de 2014, enquanto a Nos foi a única operadora a aumentar a fatia de clientes passando de 17% para 20,6%.

Já o volume de receitas situou-se em 1,1 mil milhões de euros, uma queda de 18,8% face ao período homólogo.

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