Telecomunicações Alemão HSH financia portuguesa DSTelecom com 50 milhões

Alemão HSH financia portuguesa DSTelecom com 50 milhões

O “braço” de telecomunicações da bracarense DST, que já investiu 120 milhões de euros em infraestruturas na cobertura da rede de fibra ótica em Portugal, acordou um financiamento de 50 milhões com o banco alemão HSH Nordbank. Objetivo: cobrir mais de 500 mil casas até 2020.
Alemão HSH financia portuguesa DSTelecom com 50 milhões
A DSTelecom, que já investiu 120 milhões de euros na infraestrutura da rede de fibra ótica em Portugal, vai investir mais 50 milhões para cobrir 500 mil casas até 2020.
Rui Neves 23 de janeiro de 2019 às 16:23

A grossista portuguesa de fibra ótica DSTelecom, que se apresenta como líder de mercado, tendo já investido mais de 120 milhões de euros na infraestrutura de rede FTTH (fibra até casa) em Portugal, celebrou um empréstimo de longo prazo com o banco alemão HSH Nordbank, que será aplicado na concretização do projeto da empresa de cobrir mais de 500 mil casas até 2020.

 

"A dívida sem recurso, na forma de obrigações garantidas com maturidade de 12 anos, totaliza 50 milhões de euros", adiantou, ao Negócios, José Teixeira, presidente da DSTelecom.

 

Segundo o mesmo responsável, "este é o primeiro financiamento de um projeto de banda larga em Portugal, com foco em áreas de menor densidade populacional" e que "permitirá à DSTelecom otimizar o financiamento do seu plano de investimento".

 

José Teixeira mostra-se "muito satisfeito com este financiamento, não só porque abrirá caminho para o contínuo crescimento da infraestrutura da DSTelecom, mas também pelo envolvimento e compromisso do HSH" com o projeto da empresa bracarense.

 

Já Nicolas Blanchard, membro do conselho de administração do HSH, classificou esta transação como "um excelente ponto de partida para o estabelecimento de uma nova relação com a DSTelecom", manifestando também a sua satisfação por, juntamente com o seu cliente, estar "a financiar a implementação de FTTH, o que é de extrema importância para a economia portuguesa".

 

A DSTelecom garante que o HSH Nordbank "é um dos pioneiros no financiamento de fibra ótica na Europa e tornou-se um especialista no desenvolvimento de projetos de implementação de redes de fibra", tendo "ao longo dos últimos três anos financiado pelo menos mil milhões de euros em infraestruturas digitais, tais como banda larga e ‘datacenters’".

 

O HSH Nordbank foi uma das maiores vítimas da crise financeira na Alemanha. Detido pelos estados alemães de Hamburgo e Schleswig-Holstein, foi resgatado com uma ajuda estatal que totalizou 13 mil milhões de euros, tendo sido vendido, no ano passado, aos grupos norte-americanos de "private equity" Cerberus e JC Flowers por mil milhões de euros.

 

Na transação entre a DSTelecom e o HSH Nordbank, a Morais Leitão participou como consultor legal da DSTelecom e o HSH foi representado pela Campos Ferreira, Sá Carneiro & Associados.

 

Operadora de operadores de uma rede de fibra ótica de acesso aberto e neutro, nas zonas de menor densidade populacional de Portugal, onde já chega a mais de 300 mil casas, a DSTelecom desenvolve um modelo de negócio apenas grossista, ou seja, disponibiliza a sua infraestrutura de fibra a operadores de telecomunicações retalhistas, que a utilizam para prestar serviços de comunicação, televisão e internet ao cliente final, empresarial e residencial.

 

A DSTelecom é uma "sub-holding" da DST Telecomunicações, uma "joint-venture" entre o grupo DST, que é presidido por José Teixeira, e a Cube Infrastructure Fund II, um dos principais fundos europeus de infraestruturas.

 

O presidente do grupo DST avançou ainda ao Negócios que a DSTelecom fechou o exercício de 2018 com uma faturação da ordem dos 20 milhões de euros, contra 14,6 milhões no ano anterior.




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