Telecomunicações Altice quer transferir 2000 trabalhadores para nova empresa

Altice quer transferir 2000 trabalhadores para nova empresa

A Altice quer realocar os seus trabalhadores para uma nova unidade. O objetivo é a mudança estar concluída até dia 1 de junho.
Altice quer transferir 2000 trabalhadores para nova empresa
Vítor Mota
Negócios 03 de maio de 2019 às 10:02

A Altice criou uma nova empresa, a Meo Serviços Técnicos, para onde pretende que sejam transferidos os 2.000 trabalhadores da área técnica da Meo Serviços e Comunicações (Meo SA), avança o Público. O processo de transição deverá estar concluído até dia 1 de junho e quem recusar mudar-se perde as funções que tinha até à data.

A nova empresa também será detida a 100% pela Altice e ficará encarregue dos serviços que até agora estavam a cargo da Direção de Field Operations (operações no terreno).

A empresa de telecomunicações está a pedir a assinatura de acordos de cedência ocasional para operar a mudança: uma fórmula que só deveria ser utilizada para transferências temporárias, de acordo com os especialistas de direito laboral consultados pelo público. Neste regime, os trabalhadores mantêm as condições contratuais e benefícios, tal como a ligação à Meo SA. Um processo em relação ao qual os sindicatos e funcionários se mostram desconfiados.

"Os objetivos que nos foram comunicados por certo não são os essenciais que estão na origem do projeto (pois para isso) não seria necessário criar uma nova empresa", referem os sindicatos Sinttav, STPT, SNTCT, STT, FE e Sinquadros em comunicado. Uma versão diferente da deixada por fonte oficial da empresa ao Público: a Altice Portugal registou "uma grande recetividade por parte dos colaboradores à integração na nova empresa, o que reflete a forma ponderada, transparente e construtiva como tem sido gerido o processo".

Esta situação surge num contexto em que muitas questões similares ainda se encontram por resolver. Existem processos a decorrer em tribunal relativos a outras polémicas transmissões de estabelecimento, para além dos casos de trabalhadores que não têm funções atribuídas. O recente programa de saída da empresa teve a adesão de 2000 trabalhadores, dos quais apenas 800 tiveram autorização par abandonar o emprego.




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