Telecomunicações EUA admitem mudanças na cooperação com países que aceitem Huawei e ZTE no 5G

EUA admitem mudanças na cooperação com países que aceitem Huawei e ZTE no 5G

Os Estados Unidos admitem que poderá haver alterações na cooperação com os países aliados que não adotem padrões de segurança extremamente rigorosos para as redes de telecomunicações 5G. Embora não exija que as chinesas Huawei e ZTE sejam banidas, Washington quer regras tão apertadas que, na prática, as excluam.
EUA admitem mudanças na cooperação com países que aceitem Huawei e ZTE no 5G
Pedro Curvelo 10 de abril de 2019 às 15:12

Esta posição foi defendida esta quarta-feira por Robert Strayer, secretário-adjunto no Departamento de Estado norte-americano com o pelouro da cibersegurança e comunicações internacionais, numa conferência de imprensa telefónica internacional.

O responsável reiterou que os EUA veem com grande preocupação os riscos na cadeia de fornecimento para as redes 5G e instam os seus aliados a adotarem padrões de segurança bastante restritivos. Strayer reconheceu que embora não peça a exclusão das empresas chinesas, em particular a Huawei e a ZTE, Washington "não vê como é que as empresas chinesas poderiam cumprir com esses requisitos".

Robert Strayer admitiu ainda que para os EUA "será muito difícil continuar a partilhar informação com outros países, como até agora, se considerarmos que as redes são vulneráveis". E isto, disse, vai para lá da partilha de informação dos serviços secretos, abrangendo também as áreas militares e científicas, por exemplo.

"Basta uma linha de código vulnerável para colocar em causa todo o sistema", frisou.

Strayer disse ainda que os EUA continuarão a trabalhar no sentido de mitigar as preocupações relativamente à segurança do 5G e com a forma como a China lida com os dados, nomeadamente dos próprios cidadãos chineses.

Questionado se apresentaram algumas provas aos aliados dos riscos que constituem a Huawei e ZTE, o responsável retorquiu que não existem provas "porque o 5G ainda não existe". No entanto, sublinhou, há um potencial de disrupção e há o "histórico de vulnerabilidades que a Huawei tem nas redes 4G".

Strayer manifestou-se satisfeito com alguns progressos feitos na Europa, nomeadamente na Alemanha, que aprovou padrões de segurança, e a recomendação da Comissão Europeia para que a segurança das redes 5G seja muito rigorosa. O responsável elogiou a posição alemã e defendeu que o exemplo de Berlim deve ser seguido por outros governos.

"Não estamos a pedir que as empresas sejam sancionadas, mas queremos que haja um escrutínio rigoroso", concluiu.





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