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Fitch vê Nos a subir dividendos "gradualmente" até 190 milhões em 2024

A Fitch confirmou esta terça-feira o rating de longo prazo da Nos em BBB com perspetiva estável. Elogia o perfil financeiro "conservador", mas alerta para o risco associado ao 5G.

48.º Miguel Almeida
Leonor Mateus Ferreira 31 de Agosto de 2021 às 15:19
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As receitas da Nos poderão crescer 2,1% no segundo semestre do ano com a ajuda do segmento de telecomunicações e a recuperação dos audiovisuais. A estimativa é da Fitch, que antecipa igualmente que as melhorias no cinema sejam um motor de crescimento em 2022. Com estes impulsos, a agência de notação financeira espera que a empresa liderada por Miguel Almeida reforce a remuneração acionista nos próximos três anos.

"A margem de EBITDA [lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações] definida pela Fitch é de 37,1% em 2021 (equivalente a 43,9% do EBITDA reportado)", refere a Fitch, num relatório divulgado esta terça-feira. "A margem de EBITDA deverá melhorar ligeiramente a partir daí beneficiando da alavancagem operacional".

Os pressupostos da Fitch apontam para um capex entre 25% e 27% este ano e no próximo, "refletindo uma aceleração do lançamento de investimentos em fibra e 5G". Na totalidade do ano, são esperadas saídas de caixa relacionados com o 5G de 150 milhões de euros.

"Os dividendos deverão aumentar gradualmente para aproximadamente 190 milhões de euros em 2024", refere, lembrando que a Nos não tem uma política de dividendos fixa, determinando a cada ano a distribuição consoante o cash flow disponível. Em 2020, a empresa lucrou 92 milhões de euros e deu aos acionistas um total de 143,5 milhões de euros (0,278 euros por ação).

A Fitch confirmou esta terça-feira o rating de longo prazo da Nos em BBB (o segundo degrau acima da barreira que divide o investimento de qualidade do especulativo) com perspetiva estável. A decisão teve em conta o "sólido perfil de negócio" da segunda maior telecom em Portugal, mas também a maturidade e convergência do mercado onde cada um dos três principais players tem uma quota de mercado "significativa".

Apesar de considerar que improvável que haja ameaças ao racional competitivo do mercado, a agência alerta que o leilão de espectro de 5G que está a decorrer representa incerteza face à escala e momento dos pagamentos. Por um lado, "a política financeira conservadora e o endividamento abaixo do limites posiciona fortemente o rating", enquanto "o eventual tamanho dos pagamentos do espectro e a espetativa de que o capex se mantenha elevado em 2022 restringem o rating atual".
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