Telecomunicações Insolvente ESI já avançou com ação contra a Pharol reclamando 750 milhões

Insolvente ESI já avançou com ação contra a Pharol reclamando 750 milhões

A ESI já tinha feito saber que pretendia ser ressarcida de 750 milhões de euros pela Pharol. A empresa já foi intimada da ação. Mas diz ser desprovida de fundamento.
Insolvente ESI já avançou com ação contra a Pharol reclamando 750 milhões
Miguel Baltazar
Alexandra Machado 01 de fevereiro de 2019 às 21:35
A Pharol já foi intimada pelo gestor da falência da Espírito Santo International para anular o pagamento que esta "holding" do Grupo Espírito Santo fez em janeiro de 2014. O curador da ESI, cuja falência foi declarada em outubro de 2014, já tinha feito saber que iria pedir a devolução desse dinheiro, de 750 milhões de euros.

Isto porque o responsável por obter o máximo de dinheiro dos ativos da ESI considera que esta deve ser ressarcida dos 750 milhões de euros que pagou, em janeiro de 2014, à então PT (agora Pharol), de reembolso de três emissões de papel comercial que a PT tinha subscrito. Por essa altura, a PT recebeu da ESI o dinheiro e colocou-o em papel comercial da Rioforte.

Os 750 milhões de euros eram os reembolsos de três investimentos em papel comercial: 500 milhões, que venceram a 10 de fevereiro de 2014; 200 milhões, com maturidade a dia 13; e ainda 50 milhões, no dia 20. 

A ESI já tinha informado pretender ser ressarcida. Agora, a Pharol informa, em comunicado à CMVM, que "foi intimada pela curadoria da Espírito Santo International, tendo em vista uma eventual anulação de pagamentos de Notes efetuados pela ESI durante o mês de janeiro de 2014". E acrescenta que a pretensão deve-se a uma "medida de precaução para interromper qualquer período de prescrição".

A Pharol volta a afirmar que "não é devedora a qualquer título da ESI pelo que contestará a ação judicial e exercerá todos os direitos disponíveis e adequados", já que considera a ação "desprovida de fundamento".

Tudo aconteceu antes da falência do Grupo Espírito Santo. No início de 2014, a então PT trocou investimentos em papel comercial da ESI por investimentos na Rioforte, dos quais nunca recebeu reembolso, e por isso reclama ser credora desta sociedade também em falência no Luxemburgo.





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