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Oi: “Recuperação judicial não tem impacto no dia-a-dia da operadora”

O CEO da Oi Marco Schroeder garante que o processo de recuperação judicial não está a influenciar a actividade da operadora. E apesar "do cenário adverso", está confiante que no próximo trimestre as contas vão melhorar.

Reuters
11 de Agosto de 2016 às 15:45

A administração da Oi, que tem a Pharol como maior accionista, está neste momento a desenhar o plano de recuperação judicial para entregar à justiça brasileira. O documento será apresentado "a seu tempo no conselho de administração da companhia", bem como "aos credores para se manifestarem" sobre o plano, explicou esta quinta-feira, 11 de Agosto, Marco Schroeder, CEO da Oi.

O responsável, que falava durante a conferência telefónica com investidores e analistas no âmbito da apresentação de resultados do segundo trimestre, sublinhou ainda que o processo de recuperação judicial, entregue no dia 20 de Junho, "é uma medida que permite proteger a empresa" de credores. Mas também permite "que a companhia continue a sua actividade normalmente", relembrou.

Por estas razões, garante que "no dia-a-dia não temos sentido impacto" em relação, por exemplo, aos outros players do mercado. O processo de "recuperação judicial tem impacto na questão de movimentos dos credores. Mas no dia-a-dia a companhia continua normal", reforçou.

Questionado sobre os problemas de liquidez da operadora, que aumentou os prejuízos para 2,3 mil milhões de reais (655 milhões de euros) e a dívida líquida em 19,5% para 41,3 mil milhões de reais (11,7 mil milhões euros), Marco Schroeder mostrou-se confiante quanto ao futuro da empresa.

O substituto de Bayard Gontijo explicou que a redução em 69,3% do valor em caixa (para 5 mil milhões de reais) se deveu a factores extra como o pagamento da última tranche da licença 3G (no valor de 650 milhões de euros); o pagamento das rescisões dos trabalhadores no seguimento dos cortes de pessoal realizado em Maio (de 100 milhões de reais) e do pagamento dos juros da dívida em 1,8 mil milhões de reais.

"No terceiro trimestre vai haver reversão à queima de caixa" (referindo-se ao cash flow), disse o gestor brasileiro. Apesar de admitir um "cenário adverso", Marco Schroeder confessa que a empresa está "satisfeita com a evolução que registou e com as metas que definimos".

As contas do segundo trimestre da operadora brasileira foram ainda impactadas pela descontinuação das operações da PT Portugal. A dona da Meo passou para as mãos da Altice a 2 de Junho desse ano.

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